Acompanhado de “sindicalista militar”, advogado que foi preso em quartel da Marinha recorre a Corte Interamericana de Direitos Humanos (vídeo)

Sede do Comando do 1º Distrito Naval da Marinha, no Rio, e o advogado Adriano Rocha — Foto: Reprodução

 

Advogado e suposto sindicalista procuraram a Corte para denunciar abusos cometidos pela Marinha

San José (Costa Rica) – O advogado Adriano Rocha, que foi detido no Comando do 1º Distrito Naval da Marinha, em 13 de janeiro deste ano,  no Rio de Janeiro, por desrespeitar uma ordem interna da Marinha sobre proibição de uso de celulares nas dependências da força, divulgou um vídeo em sua conta no Instagram onde aparece em frente a sede da Corte Interamericana de Direitos Humanos, localizada na capital do país centro-americano.

George Brito em audiência pública na Câmara dos Deputados (reprodução)

No vídeo, Adriano aparece ao lado de George Brito. Para quem não lembra, o cidadão é o autodeclarado presidente do “SINDMIL – SINDICATO DOS MILITARES REFORMADOS, SEUS DEPENDENTES, DAS PENSIONISTAS, DAS ESPOSAS DE MILITARES, DOS RESERVISTAS TD (sic) PRAÇAS DAS FORÇAS ARMADAS“.

A entidade – batizada por mim de “Sindicato Viúva Porcina”, a que foi, sem nunca ter sido – teve seu registro anulado por inconstitucionalidade.

Assista ao vídeo:

 

Relembre o caso
Num vídeo gravado e publicado momento antes de sua detenção no quartel da Marinha, , Adriano declarou ter sofrido violações de suas prerrogativas funcionais:

Atenção, senhoras e senhores. Tô aqui na porta do Primeiro Distrito Naval. Peço socorro da (Comissão de Prerrogativas) da OAB, porque tô com um documento aqui, preciso protocolar, quero protolocar como um ato público, gravando (…). Tô ao vivo, tô online. Tô sendo violado na minha prerrogativa. A violação é que eu não posso gravar o ato do meu protocolo (…).

Vexame na delegacia
A prisão do advogado gerou a reação da OAB/RJ, que enviou representantes à delegacia para onde Adriano foi levado, para a realização de procedimentos necessários à lavratura do flagrante.

No local, ocorreu uma cena absolutamente constrangedora: a discussão entre James Walker, presidente da Comissão de Prerrogativas da OAB-RJ e um oficial da Marinha, identificado como Montenegro.

O despreparo do oficial superior para lidar com a situação foi registrado em vídeo. Confira:

Respostas de 15

    1. Não é porque somos militares que temos poder de desrespeitar autoridades constituídas por lei. Como advogados, juízes. toda a atitude deve ter amparo na Constituição Federal.

  1. Não se pode esperar que um militar tenha formação acadêmica em direito, visto que sua profissão é ser Militar da Marinha. Conquanto, o mínimo de conhecimentos para comparecer a uma delegacia, conversar com pessoas que não estão em forma, profissionais pertencentes a OAB, ele tem obrigação de possuir. Na verdade o despreparo foi total, vergonhoso, e a arrogância acrescida de falta de conhecimento, é a receita certa para afundar, ainda mais, a credibilidade das FA.

  2. Senhores, essa narrativa corresponde mesmo com a verdade?
    Acredito que no mínimo isso deve ser levado em consideração, tendo em vista a credibilidade das mídias atualmente no país.

    Uma coisa é certa: se não pode gravar, é porque não pode gravar e ponto final.

    Normas internas existem para serem cumpridas.

    1. Está na constituição que não pode gravar? Uma coisa é criar leis fora das leis que regem o País. é como disse bolsonaro, temos que estar de acordo com a cEF.

      1. o mais engraçado é que não pode gravar quando convém ao CMT da OM, até porque quando há formaturas, TUDO é gravado, se é para não ter qualquer tipo de gravação na área interna de qualquer OM, então que se proíba paisanos gravarem em dias de formaturas!
        o problema é que CMTs de OMs estão vendo que esse país não tem mais dono e constituição e tá tudo uma bagunça.
        querem tudo padrão senhores CMTs?
        deem o exemplo!

  3. Esses “sindicalistas” não representam ninguém. Se intitulam defensores dos militares sem nem mesmo o conhecimento dos representados. Outras ditas associações, institutos, agremiações, grupos etc., também usam este engodo para adentrar OM e obter alguma vantagem em nome de uma representação que não possuem. Quem representa o Militar, é o próprio Militar ou seu advogado legalmente constituído.

  4. Esse sujeito é cabo reformado e tem um canal no YouTube. Esse canal é uma espécie de “muro das lamentações”.
    Não será surpresa se for candidato ano que vem.

  5. Estamos na era do “aparecer”.

    Muitos fazem de tudo por “15 segundos” de fama.

    Fosse profissional competente e preocupado em defender e preservar a legalidade saberia levar suas demandas às instâncias responsáveis aqui mesmo.

    Mas, para “lacrar” é mais “bonito” ir a organismos internacionais como ONU, OEA ou à Corte Interamericana de Direitos Humanos.

    Não duvido que se lance candidato a algum cargo nas eleições do ano que vem.

  6. Essa MB é muito ridícula. Pq não pode usar celular? se na entrada do quartel não pode usar celular pq pode comprometer a segurança nacional, então quem foi o id10t@ que colocou algo sensível, que comprometeria a segurança nacional na entrada do quartel? e isso serve para a maioria dos locais do quartel… pq não pode usar celular no rancho? no alojamento? na sala da secretaria que o Advogado iria protocolar o documento dele? Será que existe algo que comprometa a segurança nacional nesses locais? Se não houver então a MB está mentindo e se houver a MB tem que retirar desses locais e colocá-los em um local seguro. Mas em ambos os casos, caso haja ou não, a MB tem que ser punida por essas ações.

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