Moraes rejeita pedido de liberdade e mantém prisão preventiva de Braga Netto. “Não há um único motivo”, diz defesa do general

BRAGA NETTO NA BANDEJA

Ministro diz que Braga Netto poderia colocar ação do golpe em risco e nega pedido de liberdade do general, em prisão preventiva desde dezembro de 2024; defesa afirma que decisão viola presunção de inocência

Rayssa Motta
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve a prisão preventiva do general Walter Braga Netto no processo do golpe.

DOCUMENTO: LEIA TODA A DECISÃO

Em nota, o advogado José Luis Oliveira Lima, que representa o general, disse que a decisão “contraria a jurisprudência do STF e fere o princípio da presunção de inocência” e que vai recorrer (leia a íntegra da manifestação do final da matéria).

Moraes considerou que permanecem válidos os elementos que fundamentaram a prisão. Na avaliação do ministro, não houve mudança de contexto para justificar a concessão de liberdade provisória ao general.

Segundo a decisão, “a prova da existência do crime e indícios suficientes de autoria foram reafirmados no julgamento do recebimento, unânime, da denúncia” oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o general por participação no plano de golpe. Braga Netto foi implicado no “núcleo crucial” da trama golpista.

O ministro argumentou ainda que o início da instrução processual “demonstrou a necessidade da manutenção da prisão preventiva por conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação da lei penal, em face do perigo gerado pelo estado de liberdade do custodiado”.

Moraes cita na decisão o depoimento do ex-comandante da Aeronáutica, Carlos de Almeida Baptista Junior, na quarta-feira, 21, que apontou Braga Netto como responsável por orientar militares golpistas a pressioná-lo para aderir ao golpe.

Braga Netto foi preso preventivamente em dezembro de 2024 por suspeita de tentar obstruir a investigação sobre o plano golpista. Segundo a Polícia Federal, ele tentou conseguir informações sigilosas sobre a delação do tenente-coronel Mauro Cid para repassar a outros investigados e também alinhou versões com aliados.

COM A PALAVRA, JOSÉ LUIS OLIVEIRA LIMA, QUE DEFENDE BRAGA NETTO

A defesa de Braga Netto, indignada com a manutenção da sua prisão registra o seguinte:
Protocolamos o pedido de liberdade provisória do General Braga Netto no dia 27 de março, ou seja, uma dia após o recebimento da denúncia.
Somente nesta data, portanto, quase dois meses depois do nosso pleito, o Ministro relator indefere o pedido com base em fatos supostamente ocorridos no final de 2022.
O General foi preso por tentar obter o teor da delação, que hoje é pública, caindo por terra esse fundamento.
Acrescenta o relator que a prisão se justifica por um print de uma suposta mensagem do General Braga Netto, de 2022, que teria ofendido a testemunha Batista Júnior.
A prisão do general Braga Netto contraria a jurisprudência do STF, e fere o princípio da presunção de inocência.
Ao contrário da afirmação do Ministro Relator, não há um único motivo para a manutenção da custódia do General Braga Netto.
A defesa, inconformada, irá recorrer da decisão.

ESTADÃO – Edição: Montedo.com

Respostas de 9

  1. A intenção é minar as Forças Armadas. Não importando de qual lado vai ser o ataque.
    Sem querer defender o Praga Neto: Lembram de onde partiu todas essas narrativas? Do celular do TC Cid, qndo foram verificar quem ativou Um simples cartão de vacina do Bozo.
    Antes, a imprensa marron tentou desqualificar a entrada da filha do Bozo no Colégio Militar. Daí pra frente a coisa tomou outros rumos para atingir as FAs

      1. Para o cego, o bitolado, o idealista de quinta categoria, o raivoso por ter sido deixado para trás no aumento salarial, o esquerdopático: todos que escreverem o que não lhes interessa, somos desinformados.

        Sai pra lá, seu Groselha!

    1. “A intenção é minar as Forças Armadas”… fica tranquilo, vocês já fazem isso ao natural. Não precisa ninguém de fora pra ajudar.

  2. O mais interessante de tudo que lí no indeferimento é o senhor Alexandre de Moraes falando de si mesmo em terceira pessoa “(…) além da detenção ilegal e
    possível execução do então Presidente do TRIBUNAL
    SUPERIOR ELEITORAL e Ministro do SUPREMO TRIBUNAL
    FEDERAL, com uso de técnicas militares e terroristas (…)”, é porque se ele fala em primeira pessoa ficaria claríssima a sua suspeição, então, fala dessa forma para procurar caracterizar ataque a instituição do Estado.

    1. Cada Ministro com 200 magistrados e auxiliares, uma verdadeira indústria advocatícia para auxiliar, orientar e escrever as decisões; para supera-los, só a GLOBO e seus novelistas especializados.

  3. E cadê os que dizem que os militares eram soberanos, que os. Grandes não iam presos e que apenas os comandantes da PMDF iriam ser responsabilizados, parece que o ex- presidiário não quis levar a fama sozinho e está arrumando um jeito de ter mais ” companheiros”, com uma única e grande diferença, esses não estão sendo presos por corrupção, e nem foram inocentados, igual aquele que puxou cadeia por ser ladrão e ainda escapou de penas maiores, fazendo maracutaias.

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