Além da medalha de prata na marcha atlética, o sargento da FAB Caio Bonfim foi personagem de uma foto icônica onde ele aparece liderando a prova, seguido por um grupo de corredores, numa imagem que lembra o mapa do Brasil.
Caio já apareceu aqui no blog em 2016, após participar da prova na Olimpíada do Rio. Confira:
“Não teve nem um dia que saí na rua e não fui xingado por fazer marcha atlética. Falam: “Vira homem”, “para de rebolar”, “viado”, “vai para casa trabalhar, vagabundo”. Todos os dias! São nove anos de marcha. Mas também não teve um dia que não fui apoiado em casa.”
Declarações de Caio Bonfim, após ser o quarto colocado na marcha atlética de 20 km da Rio 2016, até então, o melhor resultado de um brasileiro na modalidade, na história dos Jogos Olímpicos.
Não! Caio não é militar. Ele aparece neste post por que me fez lembrar de um.
Em meados dos anos 1990, um sargento de carreira do Exército, foi transferido para Bagé.
Esse militar chegou a ser quarto colocado no ranking nacional de marcha atlética. Precisava ficar entre os três primeiros para levar adiante o sonho olímpico. Não conseguia treinar durante o horário de atividade física: além da total falta de apoio do comando, era alvo constante de piadas e deboche dos militares.
Era comum vê-lo praticando seu esporte na pista atlética do regimento à noitinha, longe dos olhares e do preconceito dos irmãos de farda.
Não conseguiu alcançar seu objetivo. Com a ‘colaboração’ da instituição e de alguns de seus integrantes.
Voltei
Gostem ou não, o Programa de Atletas de Alto Rendimento (PAAR) é um sucesso. Ajudou a colocar o esporte olímpico do Brasil em outro patamar. Parabéns, sargento Caio Bonfim.
Seguimos.

Respostas de 6
O problema, Capitão, é que o orçamento público é deliberado pelo Congresso e distribuído aos Ministérios, cada um com sua atribuição.
Esse suporte tinha que vir do Ministério do Esporte, não da Defesa.
São dois extremos: década de 90, onde os militares eram sabotados em seus planos por seus próprios Chefes, e 35 anos depois, quando as FFAA (único órgão da administração que consome recursos para executar pesquisas de aceitação popular) descobriu que atletas rendem likes em redes sociais.
Enquanto isso, alguns problemas antigos, como escalas apertadas, e outros novos, como acabar recurso de oleo diesel ainda no terceiro trimestre do ano.
Com tantos cortes no orçamento da Defesa, fica a dúvida se temos dinheiro de sobra para fazer bolsa atleta, ou se esse dinheiro deveria estar totalmente empenhado na atividade fim das FFAA.
Permita-me uma observação; Os valores recebidos por todos os militares das três forças que fazem parte do programa de atletas de alto rendimento não chegam nem a 50% dos valores que 3 generais recebem de ajudas de custo em 6 meses.
Acontece que as diárias e movimentações, queiramos ou não, estão na atividade fim.
Dar uma bolsa atleta com recursos da Defesa, não
O programa de atletas de alto rendimento do EB destinou recursos da DEFESA (que deveriam ser empregados nesse ministério) para patrocinar civis em troca de continências em um pódio sob câmeras mundiais em busca de credibilidade. Fato. Sem mimimi. Nunca foram militares de fato.
Graças ao Brigadeiro Baptista Jr não tivemos um golpe
vitimismo não combina com a honestidade.