Operação da PF mira crimes de R$ 11 mi na venda de remédio falso ao Hospital Geral de Curitiba

Hospital Geral de Curitiba. Foto: Aniele Nascimento / arquivo Gazeta do Povo

Vencedora de licitação forneceu imunoglobulina falsificada para Hospital Geral de Curitiba, diz PF

Curitiba – A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (20/6) a Operação Counterfeit, com o objetivo de desarticular uma rede criminosa especializada na venda de medicamentos falsificados para órgãos públicos.

                                                                    Foto: divulgação/PF

Foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva, além de sequestro de bens, nas cidades de Curitiba e Francisco Beltrão, no Paraná, Corumbá, Ladário e Campo Grande, no MS, Birigui e São Caetano do Sul, em São Paulo, Rio de Janeiro e Nova Iguaçu, no RJ e Jacobina, na Bahia.

A investigação teve início a partir de informações fornecidas pela Polícia Civil do Paraná, que apontaram que uma empresa vencedora de uma licitação em 2022 para fornecer imunoglobulina ao Hospital Geral de Curitiba estaria envolvida no fornecimento de medicamentos falsificados.

Após a apreensão dos medicamentos, a Polícia Federal confirmou a falsificação completa dos remédios, desde as caixas, falsamente identificadas, até a sua composição, na qual se constatou a ausência de imunoglobulina, como deveria conter.

De acordo com as investigações, os remédios falsificados tinham origem na Bolívia. Dois estrangeiros, um dos quais estudante de medicina, foram identificados como os principais suspeitos pela comercialização dos medicamentos.

As investigações revelaram que o grupo criminoso investigado conseguiu vender aproximadamente R$ 11 milhões em medicamentos falsificados de imunoglobulina para órgãos públicos no estado do Paraná.

Os envolvidos estão sendo investigados por crimes como associação criminosa, fraude à licitação e falsificação de medicamentos.

CGN – Edição:Montedo.com

3 respostas

  1. Ué? Esse site virou notícias de crimes, em geral. Pensei que tivesse a ver com militares, mesmo que indiretamente.

  2. Imagine quem necessitava dessa Imunoglobulina deve ter falecido por usar placebo, pelo amor de Deus! Isso me lembra de uma quadrilha no Hospital Naval Marcílio Dias na década de 2000, descoberta por cometer Peculato justamente por furtar a mesma medicação (cara) dentre outras e vender no mercado negro, fato investigado e seus autores sofrendo a consequência do devido processo penal. Pessoas que cometem tais delitos deveriam nunca mais sair da cadeia, pois ninguém enxerga o lado de quem precisa da medicação.

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