RS: Exército recolhe 750 galões que armazenavam produtos químicos em área atingida pelas cheias

Amostras do solo serão coletadas e enviadas ao laboratório do Exército Brasileiro, designado com referência internacional, para uma análise mais detalhada | Foto: Exército Brasileiro / Divulgação / CP

Análises realizadas pelos militares indicam que as concentrações de resíduos estão em níveis extremamente baixos

Fernanda Bassôa

Canoas (RS) – Galões que foram arrastados pelas fortes chuvas de maio do terreno de uma empresa no bairro Fátima, em Canoas, e que acabaram se espalhando por casas e comércios, eram utilizados para transportar e armazenar produtos químicos. Para evitar que estes materiais continuassem se espalhando e para fazer um diagnóstico do quanto estas substâncias podem ser tóxicas às pessoas, o Exército foi acionado. De acordo como chefe da comunicação social da 14ª Brigada de Infantaria Motorizada de Santa Catarina, coronel André Terra, somente na terça-feira, os militares efetuaram o recolhimento de 750 galões, todos vazios.

Terra explica que após análises feitas, ainda no final de semana, por 32 militares que compõem as tropas especializadas em Defesa Química Biológica Radioativa Nuclear, do Rio de Janeiro, foi constatado a presença de resíduos em meio AO esgoto e Material biológico em decomposição, mas as concentrações de substâncias tóxicas estão em níveis extremamente baixos e não representam perigo à saúde.

“Uma análise preliminar da área afetada indicou que os níveis de químicos tóxicos industriais estavam abaixo de 6 partes por milhão (ppm), não representando um risco significativo à saúde pública. Amostras do solo serão coletadas e enviadas ao laboratório do Exército Brasileiro, designado com referência internacional, para uma análise mais detalhada e confirmatória.”

Os galões vazios recolhidos ontem, transportados em seis caminhões, foram entregues na sede da empresa, e a coleta de material feita em vários pontos do bairro está sendo encaminhada para o laboratório do Exército no Rio de Janeiro, para uma análise mais detalhada e conclusiva. “As ações de resposta estão sendo conduzidas de forma transparente e eficaz, visando a proteção da saúde pública e o respeito a sociedade gaúcha nesse momento desafiador.”

Segundo o chefe da comunicação social, recomenda-se que a população evite o contato direto com os resíduos e as bambonas. Até que as medidas de limpeza sejam realizadas adequadamente. As autoridades locais devem monitorar continuamente a área afetada, garantindo a segurança da população e do meio ambiente. É importante seguir as orientações das autoridades e permitir que equipes especializadas realizem a remoção do material em suas propriedades.

CORREIO DO POVO – Edição: Montedo.com

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