Muitos estão cobrando mais atitudes das Forças Armadas, mas ignoram o lado humano de seus militares.
Um dos vídeos que “viralizou” nesta semana foi uma reportagem da Rede Record, em um bairro inundado de Porto Alegre, onde uma equipe de jornalistas da emissora, que cobria a tragédia em um pequeno bote, foi auxiliada por uma mulher que estava com a água acima da cintura. Ela informou que havia participado do resgate de mais de 100 pessoas, e o jornalista perguntou por que ela continuava ali. A resposta veio com uma voz embargada, mas firme, segurando as lágrimas e de forma determinada: “Eu sou tenente do Exército, eu preciso ajudar. Enquanto eu tiver condições e forças, eu vou ajudar…”.
Essa é a tenente Daliana Schmidt, da 3ª Região Militar (3ª RM), que teve o condomínio em que morava tomado pelas águas, mas com a consciência de um militar que, mesmo não estando de serviço naquele momento, sua obrigação é primeiro auxiliar a população, em detrimento de sua própria família. E este sentimento é comum nos integrantes das Forças Armadas.
Em uma entrevista a T&D, o general de brigada Adilson Akira Torigoe, chefe do Estado-Maior do Comando Militar do Sul (CMS) e porta voz do Comando Operacional Conjunto Taquari II, relatou que, só na região de Porto Alegre, cerca de 800 militares, junto com mais de 3.000 familiares, tiveram que abandonar seus lares e irem para abrigos, pois estes foram atingidos pelas inundações, mas que, mesmo assim eles se apresentaram para os serviços de apoio à população.
Esses números ainda são muito imprecisos, pois até o quartel general do CMS foi tomado pelas águas, obrigando-os a trabalhar de forma improvisada em galpões do 3º Regimento de Cavalaria de Guarda (3º RCG), e quando for contabilizado todo o Estado todo este número será muito maior.



Imagens do QG do CMS debaixo d’água (fotos gentilmente cedidas por Ricardo Montedo)
Além do QG do CMS, diversos outros quartéis foram seriamente atingidos, como o 3º Batalhão de Suprimento (3º B Sup), localizado em Nova Santa Rita, um dos maiores depósitos logísticos do EB, que incluem munições, ficou praticamente debaixo d’água, porém, mesmo com todas as dificuldades, parte de seus efetivos, incluindo aqueles que também perderam suas casas, estão atuando nos resgates na cidade.
Outro fato pouco destacado são os meios da Força Terrestre que também foram incapacitados, muitos ainda em suas garagens inundadas ou os atingidos durante as heróicas e perigosas missões de resgate a população presas em suas casas, com fortes correntezas, as incapacitando de buscar abrigos por seus próprios meios. Esses militares, com seus caminhões 5ton e viaturas blindadas Guarani, estão arriscando suas vidas para socorrer as vitimas, muitos sendo surpreendidos pela força das águas, mas em nenhum momento deixaram de cumprir suas missões. E as unidades de logística estão trabalhando dia e noite para recuperar rapidamente essas viaturas, tão necessárias no momento.


A cidade de General Câmara ficou submersa, e o Arsenal de Guerra tambem foi atingido, mas ele ainda é a base local para toda a distribuição de viveres na região (Imagens enviadas pelo Arsenal de Guerra General Câmara)
E o socorro também vem dos batalhões de Engenharia do Exército, que estão atuando em todo o Estado para tentar restabelecer sua infraestrutura, destacando sua atuação nas cidades de Sinimbu e São Valentin do Sul; o lançamento de passadeiras táticas em São João do Polêsine e no Vale Vêneto; a desobstrução de diversos trechos das rodovias BR-290, BR-116 e a ponte que liga Porto Alegre a Eldorado do Sul; auxiliando o Departamento Municipal de Água e Esgotos (DMAE) na restauração da estação de bombeamento de água de Moinhos de Vento; monitorando a barragem de Novo Hamburgo, que esteve em risco de colapsar; fazendo o transbordo, com portadas táticas do 6º Batalhão de Engenharia de Combate (6º BE Cmb), dos donativos enviados de todo o país e transportados pelos navios da Marinha, para Porto Alegre; e muito mais, como relatou o general de brigada Pablo José Lira de Almeida, comandante do 4º Grupamento de Engenharia ( 4º Gpt E), que está na coordenação destas ações.
Além disso, está instalando uma passadeira na cidade de Ivorá (similar a utilizada em São Paulo, em março), onde a população está ilhada (que ainda não ocorreu devido ao mau tempo e a força da correnteza), e também trabalha junto ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para o lançamento de duas pontes táticas, do tipo LST, com 60 metros de comprimento: uma na BR- 287, que liga Porto Alegre à Santa Maria, e outra na cidade de Arroio do Meio, que esta isolada por terra.



Os batalhões de Engenharia do Exército já estão em ação no Estado (imagens do 4º Gpt E)
OPERAÇÃO TAQUARI II
Criada pelo Ministério da Defesa para reunir e coordenar os esforços das Forças Armadas, policiais, defesa civil e demais órgão envolvidos, a Operação Taquari II é quem gerencia os esforço de resgate e apoio à população das áreas afetadas pelas enchentes, seja por via aérea, terrestre ou marítima.
A operação contempla quatro fases:
- Emergencial: Onde se concentram nas buscas, salvamentos e resgates, de pessoas e animais, acolhendo-as em abrigo e dando suporte de saúde e segurança;
- Estabilização: Fase de transição e apoio para restabelecimento os serviços básicos (engenharia e logística) à população;
- Restauração: Recuperação da infraestrutura básica, (estradas, pontes, estações de tratamento de água, etc…); e
- Reversão: Fase final, onde o Poder Público (Federal, Estadual e Municipal) consegue restabelecer todos os serviços, não havendo mais a necessidade da presença dos militares.
Atualmente ainda estão na fase Emergencial, mas migrando as fases de Estabilização e Restauração.
A dimensão exata desta tragédia só poderá ser mensurada quando as águas abaixarem, coisa que só deverá ocorrer em 15 ou 20 dias, segundo a previsão da hidrologia, mesmo assim o impacto será gigantesco para todo o Estado e sua população, incluindo no Exército, mas a “Mão Amiga” continuará lá, auxiliando uma população que sabe que, quando tudo mais falhar, são eles que os ajudarão, colocando a disposição todos os seus recursos disponíveis.




Respostas de 14
O problema não é a mão amiga, as praças. O problema é o braço forte os oficiais. Só tem praças excluídos trabalhando de verdade nessa tragédia. Generais, como sempre, comandam do alto de seus birô, cheio de mordomias, ar condicionado e um bando de puxa sacos subservientes a sua volta. Quem trabalha e ajuda é apenas a mão amiga. Vida que segue.
Muitos estão cobrando mais atitudes das Forças Armadas, mas ignoram o lado humano de seus militares… e da população civil e seus voluntários também, com milhares tendo suas vidas materiais destruídas, empregos perdidos e centenas, talvez milhares de vidas ceifadas. Pensem nisso! O mais importante no momento é o bem comum a todos, a simbiose da ajuda humanitária, o auxilio mútuo, salvar vidas, o uso material de centenas de meios de salvamento, tanto dos civis como do Estado; afinal de contas, sem população ativa, sem povo, não existe Estado, nem militares, nem instituições de Estado.
Status dos desonestos: vitimismo.
Respeito e caridade somam-se dias melhores. Por favor.
Sabemos mto bem de onde vem os ataques, são das viúvas do minto e do 8 de janeiro, gente rancorosa e vil.
FAto ! Claro e conciso seu comentário ! Parabéns
Rapaz, eu não tenho dó e não se faça de desentendido e pare de mínimo agora. Teve um general que confessou que emboscou velhinhas com bíblias e gente inocente acampada em frente aos quartéis. Esperou as pessoas dormirem para prendê-las. Quer que essas pessoas tenham consideração pelo exército agora? Agora aguentem. As pessoas estavam acampadas porque sabiam a tragédia que seria o governo Lula e de como as eleições foram descaradamente manipuladas pelo TSE. Isso é fato evidente e notório. O mundo todo hoje sabe. Não adianta ficar fazendo de desentendidos porque o Exército merece toda essa hostilidade. O coitado dos praças cumprindo sua missão, não. Eles só cumprem ordens. Mas a Instituição Exército merece descrédito e achincalhamento. Chora na cama que é mais quente, parceiro.
É mesmo? ” um General disse”? Qual é o nome do General? Eles estavam na frente do quartel pedindo e fazendo o quê? Estavam doando comida pra desabrigados? Só responde isso. Por isso que o Brasil está como está, policial defendendo vagabundo só pq é da mesma ideologia que a dele e fica dando migué de que eram velhinha. Tinha um “velhinho” também que colocou bomba no aeroporto no mesmo período que as “velhinhas” estavam em frente aos quartéis, só anjo.
Diferente de vocês milicos, eu não preciso decorar nome de general e de esposa de general pra babar ovo na formatura. Mas já que insiste, o nome do general é Dutra. E sim, hoje é fato de que as eleições foram manipuladas.
Eu diferente de vocês, posso pensar por conta própria, sem precisar concordar com superior. Passar bem.
Ex milico, O Alexandre de Morais ta de olho em você! kkkkkkkkkk.
Estavam na frente do quartel pedindo eleições transparentes com voto contado publicamente e lá não tinha desabrigado, estavam por conta própria, com recursos próprios. E Vc sabe muito bem que o velhinho que colocou bomba era amigo do Dino e nunca mais se falou nisso.
As Forças Armadas fazendo aquilo que lhe compete fazer.
Agora implorar por aplausos e glória é Mi mi mi e Vitimismo.
A Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou no dia 16 de abril um projeto de lei que pretende proibir a utilização de bens públicos para a exaltação do golpe militar de 1964.
A proposta, do senador Fabiano Contarato (PT-ES), recebeu parecer favorável do relator, senador Randolfe Rodrigues (sem
partido-AP).
Fonte: Sociedade Militar.
O amor venceu, fazuele e o salario ó.
Alimentaram corvos na frente dos quartéis, agora eles estão furando os olhos dos militares. O blog ainda não fez nenhuma crítica direta aos criadores e propagadores de fakenews. Seria porque ele sabem quem são os corvos?
Pelo que tenho visto, os corvos são pessoas como você, inventor de narrativas e bicho papão, e as redes sociais contratadas por R$ 200 milhões pelo atual governo para defendê-lo de suas mentiras, incluindo as grandes corporações midiáticas. Uma hora dizem que há 33 milhões de pessoas passando fome, outra são 120 milhões. A outra vem falar de CO2 causador de crise climática em eventos cíclicos que ocorrem há milhares de anos. Logo, os corvos são vocês, espalhando mentiras para culpar os outros.