Zelensky reduz idade de recrutamento para reforçar exército ucraniano esgotado

soldados ucranianos

Ucrânia espera manter as linhas de frente e desestabilizar a Rússia com missões de sabotagem e ataques de drones

O presidente Volodymyr Zelensky da Ucrânia assinou três medidas visando reforçar as fileiras de seu exército exausto, incluindo a redução da idade mínima para o recrutamento e a eliminação de algumas isenções médicas. A decisão ocorre em resposta à ofensiva contínua da Rússia, apesar da resistência política interna à convocação de mais homens.

O exército ucraniano, com cerca de um milhão de soldados, enfrenta a maior guerra na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, com altas taxas de baixas. As novas medidas incluem a redução da idade de recrutamento para 25 anos (anteriormente 27), a eliminação de categorias de isenções médicas e a criação de um banco de dados eletrônico de homens a partir dos 17 anos.

Há um projeto de lei mais amplo sobre mobilização ainda em debate, com previsão de três meses de treinamento para os recrutas em tempo de guerra. A Ucrânia espera manter as linhas de frente com um novo influxo de armas americanas, enquanto planeja desestabilizar a Rússia com missões de sabotagem e ataques de drones.

A Ucrânia depende de seus aliados para armamentos novos, e uma nova ajuda financeira e de armas dos EUA parece provável, apesar de oposições. Internamente, a Ucrânia enfrenta dificuldades em reformular as regras de mobilização, com um projeto de lei retirado e outro repleto de emendas ainda em espera por votação.

Mesmo com a nova mudança, a idade de recrutamento na Ucrânia é considerada alta. Sob a lei marcial, todos os homens de 18 a 60 anos já estavam proibidos de deixar o país. Mulheres podem se voluntariar a partir dos 18 anos, mas não são convocadas, exceto aquelas com formações médicas.

As mudanças buscam equilibrar considerações militares, econômicas e demográficas, mas correm o risco de afetar a pequena geração de jovens de 20 anos da Ucrânia, potencialmente impactando a futura taxa de natalidade e a demografia do país a longo prazo.

The New York Times

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