Entenda em 8 pontos o ‘raio-x’ da falta de controle de armas de fogo pelo Exército

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Auditoria sigilosa do TCU aponta falhas no sistema que liberaram armamento a pessoas que respondem por crimes como tráfico de drogas e homicídio; Exército não comenta
Vinícius Valfré e Tácio Lorran
BRASÍLIA – O Tribunal de Contas da União (TCU) elaborou relatório sigiloso sobre o controle de armas de fogo e de munições a cargo do Exército entre 2019 e 2022. O documento, obtido pelo Estadão, é resultado de auditoria solicitada pela Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputados.

A análise é restrita ao período entre 2019 e 2022, governo de Jair Bolsonaro (PL), quando o total de Caçadores, Atiradores e Colecionadores (CACs) no País saiu de 191,4 mil para 898,3 mil.

Os técnicos cruzaram informações do Sistema de Gerenciamento Militar de Armas (Sigma) com dados do Sistema de Controle de Venda e Estoque de Munições (Sicovem), policiais, ambientais, judiciais e do Cadastro Único. Foi, então, revelado que o Exército concedeu a “carteirinha” de CAC a pessoas que respondem por crimes como tráfico de drogas, homicídio e lesão corporal; munições foram compradas por mortos; indícios de uso de laranjas pelo crime organizado.

Entenda em 8 pontos as principais descobertas:

Em nota ao Estadão, o Exército informou que recebeu o relatório preliminar do TCU e apresentou as manifestações “julgadas de interesse da Força” no âmbito do processo, dentro do prazo determinado.

“Vale ressaltar que trata-se de documento preparatório e de caráter sigiloso, conforme previsto no Art. 3º, inciso XII do Decreto nº 7.724, de 16 de maio de 2012, que regulamenta a Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011. Assim, não cabem considerações a respeito do seu conteúdo. O Exército vem adotando todas as medidas cabíveis para aperfeiçoar os processos de autorização e fiscalização dos CAC”, acrescentou o Exército, em comunicado.

ESTADÃO

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