Militar que estava desaparecido surgiu com o pescoço machucado; edifício atingido foi liberado

Alenita Ramirez
alenita.ramirez@rac.com.br
O coronel aposentado do Exército, Virgílio Parra Dias, de 69 anos, foi encontrado com um ferimento no pescoço no início da madrugada de terça-feira (27), em um banco de uma praça próxima à Igreja Cristo Rei, no Jardim Chapadão, em Campinas. Ele estava desaparecido desde a noite de sábado, quando um incêndio resultou na detonação do gigantesco arsenal bélico mantido pelo militar no interior de seu apartamento, situado na rua Hércules Florence, no bairro Botafogo. Essa sequência apavorante de explosões, que durou aproximadamente trinta minutos, disseminou o pânico entre os moradores do edifício e os vizinhos. O coronel foi descoberto por um amigo, seu homólogo na Força, sendo socorrido pelo resgate do Corpo de Bombeiros e encaminhado ao Hospital Santa Tereza. Posteriormente, foi transferido para o Hospital Municipal Doutor Mário Gatti, onde permanece internado.
Segundo o boletim de ocorrência registrado no plantão do 1º Distrito Policial (DP), Parra Dias estava abrigado na casa do amigo, que também é coronel aposentado, no bairro Jardim Chapadão. Entre o final da noite de segunda-feira e o início da madrugada de terça-feira (27), o militar reformado teria deixado a residência do amigo sem aviso prévio, dirigindo-se até a praça.
Quando o amigo percebeu sua ausência, empreendeu busca e o encontrou já ferido e desfalecido no local. De acordo com a equipe médica, o quadro de Parra Dias é estável, mas sem previsão de alta.
PRÉDIO LIBERADO
A Defesa Civil de Campinas liberou na terça-feira (27)o prédio danificado pelo incêndio seguido de explosões de armamento e munição. A vistoria, conduzida na tarde de terça-feira (27) em conjunto com o Departamento de Uso e Ocupação do Solo (Duos) da Secretaria de Urbanismo, resultou na liberação da maioria das áreas, com exceção do apartamento do 1º andar, onde ocorreu a explosão de artefatos, que permanecerá interditado e isolado com tapumes.
Segundo Sidnei Furtado, coordenador regional e diretor da Defesa Civil de Campinas, a liberação do prédio foi possível graças ao trabalho realizado pelo Exército. Militares da corporação conduziram uma varredura minuciosa, removendo todos os materiais considerados bélicos e transportando-os para uma área segura em instalação militar. Furtado destacou a agilidade do Exército como fator essencial para garantir a ausência total de artefatos explosivos no apartamento, possibilitando a desinterdição do edifício e o retorno seguro dos moradores às suas residências.
Com a desinterdição, os moradores agora têm a liberdade de retornar ao prédio. A forma e o momento dessa volta ficam a critério dos condôminos. A Defesa Civil e o Duos estão monitorando a situação e já atestaram a inexistência de danos estruturais à edificação. A liberação estava condicionada à conclusão do trabalho realizado pelo Exército.
Durante a vistoria matinal realizada na terça-feira (27), a Defesa Civil e as equipes do Exército encontraram várias pontas de munição no apartamento do coronel, as quais foram recolhidas. Furtado ressaltou a sorte do condomínio diante da gravidade da situação, inédita na região. Ele elogiou a rápida intervenção do Corpo de Bombeiros, das autoridades policiais e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), destacando a complexidade da situação e a quantidade significativa de materiais retirados.
Furtado enfatizou que, sem a participação do Exército na remoção do material, a interdição poderia se estender por pelo menos mais uma semana. Na terça-feira (27), foi autorizado que as famílias retirassem alguns pertences. O coordenador da Defesa Civil assegurou que o prédio não sofreu danos estruturais.
Conforme informações do delegado titular do 1º DP, José Roberto Micherino Andrade, foram ouvidos depoimentos do zelador, do filho do coronel e do síndico do condomínio. O coronel está sujeito a enfrentar acusações de incêndio e explosão. No interior do apartamento, foram encontradas 110 armas, sendo que 98 delas estavam danificadas pelo fogo, além de três mil munições, cinco granadas (três delas detonadas) e 25 kg de pólvora. Todo esse material estava armazenado em uma espécie de paiol, localizado na dispensa da residência.
No momento da explosão, o coronel, sua esposa e seu filho não estavam em casa. Apenas o cachorro da família, que se abrigou no banheiro, foi resgatado ileso. O prédio, que abriga 74 moradores, a maioria idosa, possui sete andares. O Exército foi contatado, no entanto, informou que está acompanhando e ainda investigando o ocorrido.
CORREIO POPULAR
Respostas de 6
Paiol num apartamento residencial.
25 kg de pólvora.
Louco!
Vai alegar transtorno mental. Já começou a auto agressão, pois ao falar com o BM estava bonzinho.
Fico Imaginando as palavras do Comando:
“Não vejo mal algum neste homem”.
Pelo menos, ao que tudo indica, o Exército conseguiu fazer um trabalho bem feito e profissional….
Uma ilha em um imenso oceano….
Mas com as burras cheias dos 73% dos Altos Estudos… Obrigado Minto… Invejosos… Morram
Ele não tem eceme