Resgate dos corpos de garimpeiros mortos em reserva Yanomami exigem abertura de clareira para pouso de aeronaves, diz Exército

Garimpo de Parima - Roraima

Na semana passada, a Polícia Civil de Roraima havia solicitado apoio do Comando Militar da Amazônia para fazer o resgate

Luan Leão da CNN*

O Comando Militar da Amazônia (CMA) informou que o resgate do corpo dos três garimpeiros mortos em uma reserva Yanomami no dia 8 de fevereiro deve acontecer nesta terça-feira (20). Segundo o Exército, já foi realizado o transporte aéreo de uma equipe da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiro Militar de Roraima até o 4º Pelotão Especial de Fronteira em Surucucu.

A Força Armada ressaltou que a logística para o resgate será complexa devido à densa floresta na região. O fato de os garimpeiros estarem em dois pontos distintos (Parima e Chapona) também é um fato que impacta os trabalhos. Ainda de acordo com o CMA, será necessário a abertura de uma clareira para o pouso da aeronave em um dos locais.

Na última semana, a Polícia Civil de Roraima havia solicitado apoio logístico do Exército para a operação de resgate dos corpos. De acordo com a PCRR, os garimpeiros foram identificados como Josafá Vaniz da Silva, de 52 anos, Luiz Ferreira da Silva, de 50 anos, e Elizangela Pessoa da Silva, de 43 anos.

Segundo as investigações conduzidas pela Delegacia de Alto Alegre, os três teriam sido mortos após um suposto ataque indígena que aconteceu por volta das 15h, na área de garimpo entre a localidade de Parima e Dicão, em uma área da reserva Yanomami, região do município de Iracema, no dia 08 de fevereiro.

A Delegada-Geral interina da PCRR, Darlinda Viana, se encontrou com familiares dos garimpeiros na quinta-feira (15), e pontuou os esforços da polícia para a retirada dos corpos do local. “Estamos articulando a logística para que possamos ir à região. Como esclarecemos, trata-se de uma região que apresenta desafios logísticos para as equipes de resgate. Mas o Governo, por meio da Polícia Civil, está empenhado em superar essas adversidades e garantir que os corpos sejam recuperados com dignidade e respeito às famílias enlutadas”, explicou a delegada-geral.

CNN BRASIL – Edição: Montedo.com

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