Assassinato do advogado Roberto Zampieri ocorreu em 5 de dezembro do ano passado
Cuiabá – Durante um depoimento realizado na tarde desta quinta-feira (1º), o coronel da reserva do Exército brasileiro, Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, rejeitou veementemente as acusações feitas por Hedilersson Fialho Martins Barbosa, 53 anos, que o apontou como suposto financiador da morte do advogado Roberto Zampieri, ocorrida em dezembro de 2023.
Caçadini e Hedilersson se conheceram em um grupo de mensagem chamado “Frente Ampla Patriota”, destinado a apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele afirmou que ficou surpreso ao ter seu nome associado ao financiamento do crime. Segundo o coronel, acredita que sua história no quartel em Belo Horizonte e o respeito que possui na sociedade podem ter sido explorados como uma ‘tábua de salvação’ por Barbosa.
O militar do Exército também alegou que Barbosa, responsável pela edição de vídeos do canal do Youtube do grupo, enfrentava problemas psicológicos e poderia ter dito “coisas que não devia” durante o depoimento. Caçadini destacou as condições em que Barbosa prestou seu depoimento sem a presença de um advogado, foi transferido rapidamente para outra localidade e sofreu pressões psicológicas, incluindo ameaças de ser enviado para alas de facções criminosas.
Barbosa é apontado pela Polícia Civil como intermediário do crime, apresentando o autor do homicídio, Antônio Gomes da Silva, ao coronel e fornecendo a arma utilizada na execução do advogado.
Caçadini, por sua vez, afirmou ter conhecido Antônio quando solicitou a Barbosa alguém para reformar seu escritório. O coronel alega que, em setembro de 2023, Barbosa o informou que levaria Antônio, um mestre de obras, para discutir o serviço. O militar destacou que não conhecia Zampieri pessoalmente, apenas “por nome”.
No desfecho do depoimento, o delegado Nilson Farias revelou que, ao analisar o celular de Caçadini, foi encontrada uma foto do endereço do escritório de Zampieri, tirada em 9 de outubro de 2023. O coronel, confrontado com a evidência, foi aconselhado por seu advogado a permanecer em silêncio, alegando falta de acesso oportuno à prova.
O delegado informou que as investigações já reuniram elementos suficientes para indicar a participação de Antônio, Caçadini e Hedilersson no crime, com um possível indiciamento até segunda-feira (5). Apesar da exclusão da empresária Maria Angélica Caixeta Gontijo das suspeitas, as análises de aparelhos continuarão em busca de mais evidências para elucidar o caso.
O assassinato de Roberto Zampieri ocorreu em 5 de dezembro do ano passado, quando o advogado foi surpreendido por um atirador ao entrar em seu veículo. O crime foi registrado por câmeras de segurança da região, mostrando o assassino com o rosto descoberto, usando uma caixa para abafar o som, e fugindo a pé após o ataque.
Respostas de 8
Como sempre Alegação de transtorno mental, isso ja é corriqueiro. O passado o condenará, se Não comprovar que antes era louco.
É Militar do Exército, mesmo da reserva deveria ser acompanhado por uma guarnição da Polícia do Exército em seu depoimento, além do advogado.
Deveria ser recolhido e aguardar na PE seu destino. Isso seria o correto, independentemente se culpado ou não.
O Sr. deu uma viajada ai, leia a notícia, nem foi caso de flagrante.
Li sim e o procedimento é o mesmo…deve ser acompanhado e, Ninguém sabe, se for dada voz de prisão, recolhido a PE.
Te enganou amigo, não sou Bolsonaro, não sou Lula, não sou nada, só Militar.
Dá uma olhada novamente na lei 6880/80, se for militar sabe que é o Estatuto dos Militares, ok? Boa leitura. Não estou debatendo política e ressalto minha que sou um ser apolítico.
Um patriota nunca falha!
Caso seja julgado culpado no tribunal do júri que mofe na cadeia e que os efeitos de sua possível sentença o coloque como indigno. Só uma ressalva, em crimes assim, a indignidade deveria ser automática com a sentença judicial transitada em julgado.
Com certeza, é culpa de algum praça…
Oficial, especialmente de aMAN, não se envolve com coisas erradas.