General responde artigo de jornalista: “Para o Exército Brasileiro, árvores importam!”

PROJETO ESA

Para o Exército, árvores importam
Esclarecimentos sobre o artigo da jornalista e moradora de Aldeia Tatiana Portela

*General Nilton Moreno

O Comando Militar do Nordeste destaca que o Subprograma Escola de Sargentos do Exército, responsável pela gerência desse importante complexo escolar, possui as premissas básicas de estrito cumprimento da legalidade, da total transparência em suas ações e planejamentos, além da constante interação com a sociedade brasileira.

Nesse sentido, o diálogo com as organizações do Terceiro Setor se iniciou, em dezembro de 2021, em audiências públicas e em interações em ambientes diversos, inclusive em um Grupo de Trabalho específico, organizado pelo Governo do Estado de Pernambuco, parceiro estratégico desse empreendimento. Nesse último, as necessidades construtivas da Escola e as visões do Conselho Gestor da Área de Preservação Ambiental (APA) Aldeia-Beberibe, sobre as questões ambientais e alternativas locacionais, foram detalhadas, discutidas, estudadas e respondidas.

São setenta anos atuando diuturnamente, na preservação do meio ambiente, naquela região! São ações efetivas, muito além de palavras!

É necessário salientar que, desde a escolha da Região Metropolitana do Recife como a 1ª prioridade para sediar a Escola de Sargentos, os especialistas da Diretoria de Patrimônio Imobiliário e Meio Ambiente (DPIMA) do Exército: geólogos, geógrafos, engenheiros florestais, biólogos, dentre outros profissionais, realizaram extenso trabalho de campoa sobre o Campo de Instrução Marechal Newton Cavalcanti (CIMNC), local de construção da escola. Tal esforço permitiu, com base na ciência e no desenvolvimento de estudos ambientais, o detalhado planejamento da alocação, com total atendimento aos requisitos legais, dos diversos equipamentos do Complexo Escolar.

O Exército tem inteira consciência da importância do Campo de Instrução para a bacia do rio Catucá, um dos rios formadores da represa de Botafogo, uma vez que, graças à sua gestão ambiental responsável, ao controle patrimonial e aos constantes exercícios militares lá desenvolvidos, antigos engenhos de cana-de-açúcar, hoje com vegetação regenerada, constituem fragmento de Mata Atlântica, no estado secundário.

São setenta anos atuando diuturnamente, na preservação do meio ambiente, naquela região! São ações efetivas, muito além de palavras!

Sobre as alternativas locacionais apresentadas pela articulista, é importante ressaltar o que se segue. O empreendimento prevê, atualmente, utilizar cerca de 1,78% dos 7.459 hectares do Campo de Instrução, estando os platôs construtivos localizados na porção sul daquela região, próximo de Chã de Cruz.
O Exército centralizará a formação de 16 especialidades distintas, desde combatentes blindados e mecanizados até técnicos e logísticos, como músicos e topógrafos.

Para tal, necessita-se de uma área militar de, no mínimo, 50 Km² para a formação, paralela e concorrente de todas essas qualificações militares.

Lamenta-se que a resistência titânica do grupo de moradores de Aldeia, citada pela articulista, não tenha sido usada, anteriormente, contra a alocação de dezenas de condomínios horizontais, hoje existentes na Área de Proteção Ambiental (APA)…

Um dos locais apresentados pelo Terceiro Setor é a área interna norte do Campo, localizada ao lado da cidade de Araçoiaba. Tal região é específica para o trânsito de blindados e realização de acampamentos militares, por ser de relevo pouco inclinado e sem cobertura vegetal de mata.

A utilização dessa área para as edificações da Escola implicaria na necessidade de supressão vegetal de área equivalente em outro local do Campo, para a condução de instrução e atividades impositivas das tropas do Comando Militar do Nordeste (CMNE) e, no futuro, da própria Escola.

O suporte para a Escola, tanto nos aspectos logísticos, quanto no apoio à família militar (cerca de 6.000 pessoas) é baseado na cidade do Recife. O município de Araçoiaba não oferece estrutura capaz de suprir a necessidade desse público em logística militar, escolas, rede hospitalar, comércio, serviços diversos. A distância desse local proposto até Recife é de cerca de 80 km, o que torna impraticável os deslocamentos diários de ida e volta.

O estado de conservação atual da área do Campo de Instrução se deve à utilização pelo Exército Brasileiro que a protegeu e proporcionou tal regeneração.

O Exército Brasileiro, por intermédio de seu corpo técnico e coerente com o pleno atendimento das premissas de sustentabilidade que o projeto agrega, iniciou o planejamento, em conjunto com os Órgãos Ambientais, do âmbito federal e estadual, com Universidades e Institutos, de compensações ambientais que entreguem, àquela região e ao estado de Pernambuco, uma situação hídrica e ambiental, ainda melhor que a atual.

O Plano de Compensação Ambiental, em construção e que será o instrumento utilizado para equilibrar as eventuais supressões vegetais que ocorrerão, planeja implementar modelos de recuperação florestal inovadores, associando modelos de recuperação de áreas degradadas, criação de corredores ecológicos, desassoreamento de rios e recuperações de matas ciliares.

Esta proposta de compensação ambiental proporcionará um incremento em importantes serviços ecossistêmicos, citando-se: melhoria dos processos hídricos no interior da bacia hidrográfica da escola; com os corredores ecológicos, será possível a conectividade de fragmentos florestais e, consequentemente, o favorecimento da biodiversidade local. A barragem de Botafogo será a grande beneficiada dos processos de desassoreamento; a diversidade florística será outro grande legado, pois a área da escola é formada basicamente por árvores exóticas e o processo de compensação fará o resgate da riqueza e diversidade típica da Mata Atlântica.

O Terceiro Setor, recentemente, apresentou uma nova proposta de localização alternativa de parte do complexo escolar que, como todas as demais sugestões anteriores elaboradas, está sendo estudada, em profundidade, pelo Subprograma.

Lamenta-se que a resistência titânica do grupo de moradores de Aldeia, citada pela articulista, não tenha sido usada, anteriormente, contra a alocação de dezenas de condomínios horizontais, hoje existentes na APA, o que dessa forma, permitiria que não só o Campo de Instrução se caracterizasse, hoje, como área única de regeneração da Mata Atlântica, naquela região.

Independente disso, o Comando Militar do Nordeste reafirma que o estado de conservação atual da área do Campo de Instrução se deve à utilização pelo Exército Brasileiro que a protegeu e proporcionou tal regeneração. Todas as árvores importam, sim!

Tais palavras e ações continuarão a ser uma verdade plena, assegurada pela presença do Exército de Caxias naquela região, na certeza de que a Escola de Sargentos constituir-se-á em uma guardiã efetiva da preservação da APA Aldeia-Beberibe.

*Assessor de Gestão de Projetos Estratégicos do Comando Militar do Nordeste

JC – Edição: Montedo.com

9 respostas

  1. Estudos e Planejamentos errôneos e inadequados só causam isso:
    – “barulho”, cessação e procedimentos processuais.
    Havia desistido de tecer comentários sobre essa aberração, mas, repito:
    – não haveria possibilidade de pior escolha.
    AraçaGoiaba não é o fim do mundo, é pior que o fim.

  2. Em se falando em salário, lembro aos QE’s que Nos casos dos Cabos Véios reformados, poderá, dependendo de cada caso sair Sub QE.Mas tem que entrar com o Requerimento.nada melhor que um dia após o outro. O tempo é o senhor absoluto da razão.

  3. O Exército está demorando muito para abandonar esse projeto nesse local! Muito resistência da esquerda!

    Ponta grossa e santa Maria já se Manifestaram inumeras vezes que estão a disposição para receber a nova EsSA!

    Muito mi mi mi dessas ONGs

  4. Ué não teve um St que falou que um St com Chcao ganha mais do que um Cel sem eceme não estou entendendo ou ele falou isso pra não ficar por baixo do assunto e se achar melhor do que os oficiais.

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