Escola de Sargentos: general destaca contrapartidas do governo e explica magnitude do projeto em Pernambuco

PLACA PEDRA FUNDAMENTAL DA NOVA ESCOLA

Em entrevista à Rádio Jornal, o general Nilton Moreno comentou a importância do governo do Estado na implantação do projeto e explicou que a escola de ensino superior é muito disputada por candidatos de todo o País

Adriana Guarda

Ao longo desta semana, o Comando Militar do Nordeste e o governo de Pernambuco reforçaram as demonstrações de que estão juntos na tentativa de viabilizar a implantação da Escola de Sargentos do Exército no Estado. No Debate da Super Manhã, da Rádio Jornal, desta quinta-feira (30), o general de brigada e chefe do Estado Maior do Comando Militar do Nordeste, Nilton José Batista Moreno, firmou que o governo de Pernambuco é um “parceiro estratégico importantíssimo” para manter o equipamento no Estado.

Com apresentação da jornalista Natália Ribeiro, o debate contou com a participação do general Moreno, do deputado estadual Renato Antunes (PL) e do arquiteto Francisco Cunha. O debate aconteceu um dia após a governadora Rauel Lyra (PSDB) sobrevoar a área da Escola de Sargentos e participar de reunião com reresentantes do Comando Militar do Nordeste, numa clara tentativa de alinhar pontos para viabilizar a implantação do empreendimento.

“Em 2021, quando o Exército Brasileiro resolveu trazer a escola para a Região Metropolitana do Recife, iniciamos uma campanha de estudo para que tivéssemos certeza absoluta de que os trâmites legais fossem respeitados na íntegra. O Exército reuniu geólogos, geógrafos, engenheiros ambientais, biólogos, para selecionar áreas para colocar as vilas militares, residências dos instrutores, batalhão e comando e serviço e o campus escolar”, lembra o general.

“Desde então, temos interagido com a sociedade pernambucana e há uma integração perfeita. O governo de Pernambuco é um parceiro estratégico importantíssimo, com quem estamos tratando diariamente para discutir o empreendimento”, complementa.

O QUE O GOVERNO VAI ENTREGAR
A participação do governo do Estado no projeto do Escola de Sangentos prevê, além de apoio político e da criação de um Grupo de Trabalho para discutir a complexa questão ambiental, investimentos nas áreas de mobilidade urbana, água, saneamento, energia elétrica e fibra ótica.

De acordo com o projeto, de um investimento total de R$ 1,74 bilhão, R$ 110,2 milhões serão de responsabilidade da gestão estadual. Os recursos serão aplicados em infraestrutura de água (R$ 30,4 milhões), de esgoto (R$ 23,6 milhões), de energia elétrica (R$ 750 mil), implantação de 7,4 km na Rodovia de Mussurepe, em Araçoiaba (R$ 35 milhões), restauração de 24,3 km na rodovia PE-027 (R$ 14 milhões), infraestrutura de fibra ótica (R$ 3,3 milhões) e área de convivência e lazer (R$ 3,2 milhões).

DISCUSSÃO AMBIENTAL
A governadora tem reiterado que não abre mão do empreendimento, mas sem perder de vista a preservação ambiental.

“Ela [a governadora Raquel Lyra] pode conhecer in loco as características. Estamos trabalhando para que seja um complexo escolar referência no mundo em relação à sustentabilidade, e estamos muito tranquilos de que toda a legislação ambiental está sendo respeitada na íntegra”, diz o general.

O deputado estadual Renato Antunes (PL), que também participou do debate e é líder da Frente Parlamentar que acompanha, na Alepe, a instalação da ESA em Pernambuco, garante existir uma cooperação entre legislativo e executivo para trazer o empreendimento para o estado.

“A Alepe entende a importância deste empreendimento, por isso estamos imbuídos, inclusive junto à bancada federal, na Câmara dos Deputados e com os três senadores, mesmo com diferenças de partidos, porque entendemos que não é um projeto do governo A, B ou C, não foi assinado por um CPF, mas pelo governo de Pernambuco”, afirma Antunes.

“Ele foi assinado na gestão de Paulo Câmara, que era do PSB, e Raquel Lyra vai dar continuidade. Ela já deixou o claro que não abre mão dessa escola em Pernambuco. Temos que convir que não é um projeto simples e que existem coisas que o governo precisa assumir. Mas a governadora visitar o campo de instrução dá clara sinalização de que é importante para o estado. Ela, enquanto governadora, mostra o seu compromisso”, observa o parlamentar.

Permanência em Pernambuco
As polêmicas envolvendo a questão ambiental, levantaram questionamentos sobre a permanência da Escola de Sargentos no Estado. O general afirma que existe uma força-tarefa de trabalho para que a escola permaneça em Pernambuco.

“Estamos trabalhando de maneira efetiva [para manter a escola em Pernambuco]. Estamos conversando com todos os setores para que não tenhamos qualquer entrave. Quando o Recife se candidatou a receber a escola, em 2020, tínhamos 15 instituições de todos os segmentos que declararam parceiras em uma carta de compromisso. Hoje, temos 60 instituições diretas e indiretas com as quais trabalhamos para isso acontecer”, adianta Nilton.

JC

5 respostas

  1. Lula está certo, ao criar o benefício para os estudantes do ensino médio. Investindo em educação, o país sai desse atraso mórbido. Chega dar asco.

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