No governo Bolsonaro, integrantes do Alto Comando já entendiam que o oficial tinha ido “além de sua função”
Bela Megale
Integrantes da cúpula militar avaliam que o Exército errou ao não ter afastado Mauro Cid da função de ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, ainda antes das eleições do ano passado.
Membros do alto comando do Exército no governo Bolsonaro já avaliavam que o tenente-coronel tinha ido “além de sua função” e chegaram a ter conversas com Cid e chamar a sua atenção sobre o tema. O arrependimento dos generais é não ter atuado de maneira mais incisiva para preservar a força, retirando Cid da função e, consequentemente, enfrentado Bolsonaro.
Hoje, também é consenso a demora em retirar as pessoas que ocuparam o acampamento golpista na porta do quartel general do Exército.
A leitura na caserna é que a delação premiada do tenente-coronel traz desgastes à imagem das Forças Armadas, mas deve acelerar o fim da crise Mauro Cid, considerada a pior que a instituição vive hoje.
Respostas de 4
A “Alta Cúpula” das FA cometeu vários erros e vários pecados durante a gestão passada. A Lei do Mal, que eles conseguiram aprovar no CN, criou uma ferida incurável na alma dos Veteranos Graduados e das pensionistas. E expôs, de forma cristalina, o caráter desse grupo.
Faço das suas as minhas palavras…parabéns pelo comentário!
Esse erro, eles (cúpula das Forças Armadas) já reconheceram. Agora, tão importante quanto esse, é também reconhecer o erro e as injustiças com os praças veteranos e as Pensionistas das Forças Armadas na lei 13954/19, lei dos generais e lei do mal.
É o velho arrependimento dos criminosos que são pegos, quer dizer que tirar ele antes iria mudar o caráter dele ou apenas iria permitir que ele continuasse sendo encoberto como tentou fazer o ex Comandante do Exército exonerado?