Mourão: “Mas quem é o [coronel] Lawand na fila do pão?”

Poder Entrevista com o Vice-Presidente Hamiltom Mourão com o repórter Nicholas Shores. | Sérgio Lima/Poder360 18.out.2022

Mourão: coronel Lawand jogou carreira “na latrina” ao incitar golpe
Ex-vice-presidente Hamilton Mourão, hoje senador, disse que visitou Mauro Cid na prisão e que não participou de conversas cm teor golpista

Natália Portinari, Edoardo Ghirotto

Coronel Lawand (Reprodução: EB)

O senador Hamilton Mourão, ex-vice-presidente de Bolsonaro, afirmou que o coronel Jean Lawand Júnior jogou a carreira “na latrina” ao incitar uma tentativa de golpe de Estado para manter o ex-presidente no poder.

Mensagens encontradas pela PF mostram que Lawand pediu que Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, pressionasse o então presidente a acionar as Forças Armadas para reverter o resultado das eleições no fim do ano passado.

“Mas quem é o Lawand na fila do pão? É um coronel com carreira militar brilhante, foi comandante dos mísseis e foguetes em Formosa”, disse Mourão à coluna.

“Agora estava no Estado Maior numa função burocrática, designado para aquilo que é um dos prêmios que o Exército dá, para ser adjunto do adido militar nos Estados Unidos, dois anos em Washington, e agora está jogando isso pela latrina”, definiu, em referência à decisão do governo Lula de, após a revelação das mensagens, reverter a nomeação de Lawand para ser adjunto do adido do Exército em Washington.

Nas conversas encontradas pela PF, Cid disse a Lawand que Bolsonaro não tentaria dar um golpe porque não teria o apoio do Alto Comando do Exército. Questionado sobre se esse era o único empecilho impedindo a gestão anterior de tentar tomar o poder por uma intervenção militar, Mourão disse que não participou dessas conversas.

“O presidente em nenhum momento aventou essa hipótese. O que eu ouvi do presidente ao longo daqueles dois meses, após a derrota na eleição, foi alguém que ficou extremamente abatido, porque ele julgava que iria vencer.”

O senador disse não saber se havia pessoas no entorno de Bolsonaro que o aconselhavam a dar um golpe. “Aí eu não sei, porque nunca participei dessas conversas. Vocês sabem muito bem que eu era escanteado desse pacote aí.”

Sobre Cid, Mourão diz que Jair Bolsonaro não deveria ter transformado seu ajudante de ordens em um “faz-tudo”, pelo fato de ser um oficial da ativa. O senador afirma que, hoje, Cid está colhendo as consequências disso.

“Eu fui visitá-lo [na prisão], porque o conheço desde criança. Isso foi há umas duas semanas. O Cid está bem, ele é um cara acostumado a viver em confinamento, não está triste com isso. O cara é da Força Especial, passou por uma série de treinamentos”, disse .

Mourão nega que Cid tenha a intenção de fazer uma delação premiada, como é cogitado. “O Cid não tem nada para delatar. O Cid era ajudante de ordens do presidente, e o presidente transformou ele num faz-tudo, que não deveria ter transformado”, declarou.

“O Cid é um oficial da ativa. Ele [Bolsonaro] tinha que ter pegado um assecla qualquer para ser faz-tudo dele. Mas ele gostava do Cid e foi isso. E ele [Cid], hoje, está sofrendo o bullying do Alexandre de Moraes.”

Mourão disse também que militares da ativa que discutiram a possibilidade de golpe com Cid, como o coronel Jean Lawand, não tinham condições de executar o plano que estavam tramando.

“Toda vez que a gente avalia uma ameaça, temos que ver a capacidade daquela ameaça realmente se concretizar. Se você pega três, quatro oficiais que não têm comando de tropa… A primeira coisa que o cara tem que ter é comando de tropa. Ali não tinha nenhum comandante de batalhão. Estavam trocando ideia, dizendo ‘pressiona o presidente para isso, para aquilo’.”

METRÓPOLES

18 respostas

    1. A SUDERJ informa:
      – não haverá virada de mesa.
      – ambos estão fora do jogo, suspensos.
      “Ambos os dois” jogarão na Terceira divisão.
      o possante ‘STM’ está fora de jogo, de seus alcances.

  1. Atitude Desprezível Típica de covardes, dos fracos.
    Diminuir, tentar minimizar, proferir tolices aos quatro cantos de forma arrogante:
    – que o inferior hierárquico é um ignóbil, infame e não representa a oficialidade das FA.
    Ou seja, quase um infiltrado, entranhado no ‘meu’ supremo círculo militar.
    O mesmo método utilizado com ex-Ten Jair anos 80′ e 90′.
    Enquanto me serve, faz parte de meu estamento superior, quando não:
    – és um fardo, estorvo, embaraço a minha turma.

        1. No Exército há os que se servem do Exército e aqueles que o servem.
          Mourão é o mais cabal exemplo dos que se beneficiam da Força.
          Enxerguei este fato desde sempre, já como Recruta.

    1. Cara larga de ser lunático. Golpe militar sem, tropa, Fuzil, Tanques, Rojão, Obus. Não existe só na cabeça baldia de alguém com os seus comentários.

      1. 13: 12 Não era esse o pensamento de quem financiou. E o explosivo encontrado no caminhão? Você está tentando minimizar as coisas, possivelmente porque te convém.

  2. Eu seria a favor da tese de que não houve nada se, em atitude jocosa, esse coronel uma vez apenas falasse em golpe, mas em várias vezes falando e instigando isso, realmente cometeu crime. Quanto a isso, ponto final, agora é aguardar a denuncia no MPF, pois não é crime militar, como já fora dito pelo STF e STM.

    1. Um oportunista em busca de dinheiro fácil (política).
      Nunca se enquadrou nos deveres, disciplina e Normas das FA.
      Viu um filão, uma trilha p/ seu situacionista momento crítico:
      – ingressar na vida fácil através das urnas.
      – pelos bolsos vazios da família militar das Praças aquela época de soldos extremamente defasados.
      Como também aquele momento não havia líderes, comandantes militares para buscarem soluções:
      – ex-Ten Jair aproveitou-se da oportunidade.
      Independentemente, sempre lhe faltou caráter, princípios civil e militar.

  3. Mourão como a absoluta maioria ‘deles’: – traíras, pelegos.
    “Pelego”
    Palavra que antigamente designava a pele ou o pano que amaciava o contato entre o cavaleiro e a sela.
    Virou sinônimo de traidor dos trabalhadores e aliado do governo e dos patrões durante a era Vargas.

  4. Golpe com uma plêiade(conjunto de cidadãos) de velhinhos(as)acampados, rezando, cantando ladainhas com biblias nas mãos.
    No fim foram instadas ao entrar nos ônibus e conduzidas ao “campo”. Que perigo: quase a República cai, hein!!!

    1. Tá certíssimo, são os denominados “inocentes servis” que de inocentes não têm nada. São iguais aqueles “inocentes” da Revolução Francesa, com a queda da Bastilha e Guilhotinagem do rei e família e também do proígio robespierre. Os ditos inocentes plebeus que se revoltaram e tomaram tudo pensando que seriam parte do novo regime e daí a burguesia tomou conta de tudo. Bem a vida é sempre assim, de massa de manobra que pensando em se dar bem comete insanidades e no final são esquecidas.

  5. Na fila do pão e mais um na padaria, no entanto, como plenipotenciário do cargo que ocupa em relação a seus subordinados é um leão rugindo e demarcando área. Melhore a comparação Mourão.

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