Fala de general Amaro revolta PF e acirra guerra por comando de segurança de Lula

O ministro do GSI deu entrevista ao Poder360 em seu gabinete no Palácio do Planalto...

Leia mais no texto original: (https://www.poder360.com.br/governo/leia-a-entrevista-do-general-amaro-do-gsi-ao-poder360/)
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Chefe do GSI minimizou saída da PF da proteção do presidente e dos familiares, que pode acontecer até o fim do mês

Uma fala do general Amaro, chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), causou revolta nos bastidores da Polícia Federal e acirrou a disputa pelo comando da segurança do presidente Lula (PT).

Quando tomou posse, Lula criou, por decreto, a Secretaria Extraordinária de Segurança Imediata do Presidente da República, que ficou responsável pela proteção do presidente e de seus familiares e é composta majoritariamente por policiais federais.

O mesmo decreto, entretanto, estabeleceu que a partir de 30 de junho a responsabilidade voltaria a ser inteiramente do GSI.

Chefe do GSI, Amaro disse ao site Poder360 que uma eventual saída da PF da segurança “não traz nenhum problema”.

Agentes da PF ouvidos pelo blog avaliaram a fala como arrogante, desrespeitosa e ultrapassada – por usar o conceito de comando único num momento em que a segurança pública se pauta pela integração entre os diversos órgãos de segurança.

Os agentes também se incomodaram com o fato de Amaro alegar que os militares se capacitam por 8 semanas para a função e os agentes federais, 2 semanas.

“Só esqueceu de dizer que o policial tem no curso de formação a disciplina de segurança de dignitários, vários cursos de atualização [inclusive com outras polícias do mundo], e, sobretudo, uma atuação diária exercendo a função”, revolta-se um policial federal ouvido pelo blog.
A PF aceita que o GSI fique com a logística aérea e cerimoniais militares, além das outras atribuições que o órgão já tem em relação a estruturas estratégicas (como a segurança cibernética), mas avalia que a segurança do presidente deve ficar sobre responsabilidade dos policiais.

Em janeiro, o diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, disse durante entrevista ao Estúdio i que “nenhum país estruturado no mundo tem militares fazendo a segurança do seu presidente.”

Guerra pelo comando
Uma ala dentro do governo propõe uma solução em que PF e GSI atuariam juntos, com os militares no comando.

Outro grupo, entretanto, avalia que a mudança é temerária, e cita os recentes episódios de integrantes do GSI envolvidos com o movimento golpista de 8 de janeiro e a saída de Gonçalves Dias, um general, do comando do órgão após a revelação de imagens dele ao lado de invasores do Palácio do Planalto.

Além disso, a PF fez a segurança de Lula na campanha, comandada por Andrei Passos Rodrigues, e ganhou a confiança do presidente, da primeira-dama, Janja, e de outros familiares.

g1

Confira alguns trechos da entrevista do general Amaro ao PODER360

[…]

Houve no início do governo Lula uma redução do número de militares em ministérios. Isso deve continuar a acontecer?

Eu estou tentando alocar civis em alguns cargos de relevância. Pelo menos 2 cargos de maior relevância serão ocupados por civis. Um deles é do secretário-executivo adjunto. É o 2º cargo mais relevante. Será ocupado por um civil, um diplomata, possivelmente. Temos um nome aí sendo considerado e proposto. E o secretário de segurança de informações cibernéticas. São 2 cargos de mais alto nível e que serão ocupados por civis, diferentemente do que estava previsto anteriormente. É uma iniciativa de trazer mais civis. São cargos relevantes. Mas o percentual de militares continua sendo elevado, porque a maior parte da segurança, que é o maior efetivo do GSI, é de militares, policiais militares do Distrito Federal, do Exército, Marinha, Aeronáutica. Mas cargos relevantes, 2 dos mais altos serão de civis.

De dezembro de 2022 a abril deste ano, o governo cortou 122 funcionários do GSI, ou 11% do quadro de funcionários. O enxugamento de quadros na pasta continuará?

Eu não sei como é que foi feito esse cálculo, teria de consultar o nosso departamento de gestão. Todo ano existe renovação de funcionários. É porque os militares vêm aqui não para passar a vida toda. Eles têm um tempo fixado aqui. Por exemplo, os oficiais são majores, capitães que vêm para a segurança, passam 2 a 3 anos, podendo ficar o 4º ano em alguma situação. Os graduados são sargentos, agentes de segurança pessoal, por exemplo, podem ficar 5 anos. Então, todo ano é renovado a um percentual grande, de 100 a 200 pessoas trocadas naturalmente, independentemente de qualquer outro fator. Existe uma renovação natural a cada ano.

Há uma disputa entre a Polícia Federal e o GSI sobre a segurança do presidente da República. A Polícia Federal argumenta, por exemplo, que em outros países democráticos a segurança presidencial é feita por civis. Como está o diálogo com a PF e o que está decidido sobre essa questão? 

Tem um prazo que define isso aí, que é 30 de junho. Temos de agora até o final do mês para fazer uma transição de alguma forma. O que eu sempre coloco é que temos total disposição para permanecer conosco aqueles que puderem e quiserem permanecer conosco nessa função de segurança imediata se realmente se confirmar o que está previsto no decreto. Primeira coisa é isso: se confirmar o previsto no decreto. E até agora não há sinalização contrária. Mas existe total disposição no GSI de absorver aqueles que quiserem permanecer conosco dentro de uma mesma metodologia de trabalho, numa mesma formação. Nossos agentes de segurança pessoal fazem um estágio de qualificação, não chegam depois de 15 anos de serviço no Exército para trabalhar diretamente na segurança. Eles fazem um estágio de 8 semanas iniciais. Depois continuam progressivamente fazendo o treinamento durante a sua permanência.

Então, o senhor refuta o argumento de quem diz que os militares não têm o preparo necessário?

Totalmente. Eles têm um preparo físico, são pessoas que já sabem nadar, atirar, têm formação física, entendem muito bem de disciplina e hierarquia, porque tem que haver uma hierarquização nessas funções. E quase um treinamento específico para ser agente de segurança pessoal. Ou seja, não é só ter conhecimento da área militar. Chegam aqui e fazem um treinamento específico de 8 semanas, diferentemente do treinamento que os outros estão fazendo de duas semanas.

[…]

16 respostas

  1. Hegemonia das FA proporciona proximidade da presidência, conversas ao pé do ouvido e futuras bocas felpudas DAS 8, influência, ascendência institucional e prestígio.

  2. Kkkkkkkk que piada!
    Não foi ano passado que dois militares do GSI foram pegos praticando roubo de celulares em pontos de ônibus do DF com a pistola timbrada do órgão?
    Quer dizer que a milicada do GSI é mais preparada que os policiais federais?

    1. “nenhum país estruturado no mundo tem militares fazendo a segurança do seu presidente.” É verdade.
      é verdade também que o brasil é o único país do mundo onde um condenado por roubo e lavagem de dinheiro foi tirado da prisão para ocupar a presidência da República.
      Sérgio Cabral já mandou fazer a lista de convidados para a festa da posse de governador do estado do RJ. Lula encabeça a lista.

    2. vamos rir pois na minha cidade uma delegada da pf foi encontrada dormindo embriagada dentro do seu carro com a pistolinha dela dentro. a sorte dela que foi no interior se fosse no Rio….

  3. Se perguntassem pra qualquer um hoje: ” Vc quer que sua esposa e filhos sejam escoltados 24 horas por dia por agentes da polícia federal ou por integrantes do GSI?”
    O que vc responderia?

    1. Sem desmerecer o general que, certamente, tem muito preparo, mas vc está equivocado em seu comentário.

      O GSI tem o poder de polícia precário; várias salas com Coronéis; grande infraestrutura e logística; Militares, em sua maioria com conhecimento e preparo ( para a missão de Segurança Presidencial) insuficientes, Outros sem nenhum.

      A Subordinação A interesses políticos, de cargos, de regalias, de status, maculam o profissionalismo.

      Os oficias conhecem muito pouco desta atividade, também sabem que sua vida não é ali, então se preocupam com suas carreiras.

      Há necessidade de um contingente feminino, devido às Damas, está necessidade faz baixar a régua do conhecimento e competência.

      Com a infraestrutura e meios que o GSI tem, a PF faz chover.

      1. Rapaz! “Conhecimento suficiente” Está presente em todas as areas! Nunca o temos na plenitude, e um eterno aprendizado! Nos militares somos preparados para a parte de planejamento como a parte operativa! Lógico que temos um vies diferente da policia, mas o pessoal que e designado para la gerelmente sao extremente bem preparados(comandos, forcas especiais…) capacitados em seguranca de dignitarios inclusive realizados no exterior conforme alegado pelo delegado, ma sjo exterior junto a orgaos governamentais e nao esses cursos da “swat” no brasil rsss seguranca presidencial a logistica e muito complexa e a PF nao tem Capilaridade, condicoes tecnicas de exercer a chefia, logicamente tem pessoal preparado para serem agentes de seguranca(parate operativa).

        1. Declarações dos militares do GSI que estavam no Palácio do Planalto no dia 8 de janeiro de 2023 Justificando não terem feito nada com os invasores:

          “tínhamos receio, estávamos correndo risco de morte”.

          Precisa ainda desenhar?

      2. “Poder de Polícia” todo orgao no desempenho de suas funcoes possuem! Isso e um BlABlaBla! E um mito achar q o poder de polica esta vinculado ao fato de a pessoa ser policial! Na estrutura brasileira o policial um mero agente da autoridade, todos seus atos passarao por diversos filtros, Começando pela autoridade policial, MP e por fim justica! E ai dele se nao estiver muito bem alinhado! pF faz chover nada! Só ver cadastro de demissoes no portal da Transparência, delegados presos e expulsos! E um orgao comum como todos outros! Todos limitados pela Lei!

  4. Policia Federal, policia de Fronteira, Marítima e Aeroportuária. Manda esse pessoal fazer a funçao deles. Que por sinal deixam a desejar.

  5. Resumindo a choradeira dos PF e os comentários: “Curioso como a PF nunca havia feito parte da segurança presidencial, mas agora está se achando imprescindível, a ponto de querer colocar o GSI e os militares pra escanteio. Se a fala do Gen Amaro coloca os PF pra escanteio, aí os moços não gostam…ficam cocô! Essa geração de policiais federais tiktokers são comédia ao extremo ao argumentar que países mais desenvolvidos e estruturados não tem militares na segurança do presidente. O primeiro erro é achar que o Brasil está nessa categoria (país desenvolvido). O segundo erro é achar que militares não estão envolvidos na segurança do presidente. Veja o caso dos Estados Unidos, que possui um dos maiores poderíos militares do mundo. Alguém acredita mesmo que é a CIA ou o FBI (ou demais agências) que garantem a segurança daquele país? Terceiro erros dos PF é acreditar que todos os países são iguais em cultura e regramentos jurídicos. O que funciona num país não necessariamente funciona em outro país. Logo, qualquer comparação é no mínimo desonestidade intelectual. Quarto erro: os caras pegaram o busão no meio do caminho lotado e querem assento na janela. Todos os cargos de chefia dos agentes públicos (seja militar ou civil) querem estar próximo ao Presidente, para tentar exercer influência e colher algum fruto. Nada é sem intenção. Enfim, a Polícia Federal deveria incentivar seus agentes a parar de agir como militantes de esquerda, oriundos dos diversos centros universitários esquerdizados, parar de agir e pensar como políticos e até mesmo parar de agir como a Gestapo de certo ministro do STF, que emite ordens inconstitucionais com roupagem judicial. Se tá ruim o GSI na segurança presidencial, deveriam criar um órgão (tipo serviço secreto) especializado, e mandar os demais cumprir seus papéis: forças armadas voltando para os quartéis; PF voltando a investigar e combater os crimes federais, inclusive na faixa de fronteira, sem apoio das forças armadas (afinal, os PF são os “caras”), e por aí vai. Vou chamar essa ideia de “Princípio da adequação temática cognitiva”. Se militares não podem se envolver em política, acredito que político não formado em Economia não deveria ser ministro da economia; que político não poderia assumir um cargo eletivo para legislar sem ter diploma em direito (muito menos analfabeto); que o ministro da Saúde deveria ser alguém diplomado em medicina ou enfermagem, e não algum político escolhido por afinidade. Se eu for descrever as aberrações que ocorrem em nossa sociedade, levaria uma vida inteira para apontar todas, e mesmo assim haveria muitos que discordariam. Como nada vai mudar, vou ali tomar uma cerveja e assitir ao futebol… segunda-feira tem novela da Globo e fevereiro próximo terá carnaval…tudo em casa, tudo certo!

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