Após 4 mortes de crianças por gripe, Marinha leva oxigênio para o Amapá

Marinha/divulgação

Amapá, estado da Região Norte, decretou emergência em saúde pública e está com 100% das UTIs infantis lotadas

Raphael Veleda
O Amapá está com emergência em saúde pública decretada desde 13 de maio por causa de um surto de síndromes gripal e Respiratória Aguda Grave (Srag), que levou ao limite o sistema hospitalar do estado da Região Norte. Para ajudar, o governo federal já havia enviado equipes do Ministério da Saúde e, na madrugada deste domingo (21/5), despachou um navio da Marinha carregado de tanques de oxigênio e outros equipamentos médicos.

O auxílio federal ocorre após o estado lotar 100% de suas UTIs infantis (são mais de 160 crianças internadas em UTIs e leitos clínicos) e registrar a morte de quatro com sintomas gripais. A vítima mais recente foi um bebê de 3 meses, que morreu na quinta-feira (18/5) no Hospital da Criança e do Adolescente (HCA), em Macapá.

A Secretaria de Estado da Saúde do Amapá (Sesa) informou que o reforço de oxigênio enviado pelo governo federal, e que deve chegar na próxima terça-feira (23/5), é uma medida preventiva para eventual colapso do sistema de saúde.

Os tanques de oxigênio vão abastecer 30 novos leitos que estão sendo abertos no Hospital Universitário (HU) de Macapá.

O estado havia recebido, na última semana, uma equipe de 10 técnicos do Ministério da Saúde para reforçar o Centro de Operações de Emergência (COE) local na gestão da emergência.

Na terça-feira passada (16/5), autoridades do estado estiveram na sede da pasta, em Brasília, para debater ações pelo enfrentamento da emergência. “Vamos mobilizar prefeitos e secretários municipais para um grande mutirão para vacinar [contra gripe e Covid-19]. Estamos com baixa cobertura vacinal em todo o estado, e daremos apoio total em todas as frentes, como na questão laboratorial, de apoio técnico recursos, além do cuidado com crianças e adultos que estão doentes”, destacou o secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Magalhães, após o encontro.

METRÓPOLES

Respostas de 2

  1. Estão atuando com presteza, o que não se viu por parte do Ministério da Saúde durante a pandemia, até informações sobre o número de vítimas os meios de comunicação estavam com dificuldades de obter.

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