‘Fui para mostrar que não guardo rancor’, diz Lula sobre cerimônia com militares

General Tomás e demais comandantes em cerimônia do Dia do Exército: continência ao presidente Lula Ricardo Stuckert/ Presidência da República

Presidente participou de cerimônia no QG do Exército nesta quarta-feira

Paula Ferreira e Karolini Bandeira

Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira que foi à cerimônia no Quartel General do Exército para mostrar que não guarda rancor dos militares. Em discurso durante evento de liberação de recursos para universidades e institutos federais, o presidente afirmou que ficou em dúvida se iria à solenidade.

— Eu quero dizer para vocês que hoje foi dia do Exército Brasileiro e todo mundo sabe o quanto eu andava magoado com os militares nesse país por conta de tudo que aconteceu. E eu fiquei a noite inteira pensando: “vou, não vou, vou, não vou” — comentou o presidente.— E eu tomei a decisão de ir. Acho que foi Deus que me ajudou a decidir, porque eu fui para mostrar: Eu não guardo rancor. Esse Exército não é mais o Exército de Bolsonaro, é o Exército de (Duque de) Caxias, o Exército Brasileiro que tem função constitucional.

Pela manhã Lula compareceu à cerimônia de Dia do Exército em Brasília. Na ocasião, ouviu do comandante da Força, Tomás Miguel de Paiva, que o Exército é uma instituição “apolítica, apartidária e imparcial”. Antes da solenidade, o Exército Brasileiro publicou o documento reafirmando ser uma instituição de Estado.

A ida de Lula ao evento ocorreu após sucessivas tensões com os militares, sobretudo após os ataques terroristas de 8 de janeiro, quando golpistas bolsonaristas que estavam acampados diante do QG invadiram a sede dos três Poderes da República.

Em seu discurso no Planalto, na tarde desta quarta-feira, Lula afirmou que é preciso valorizar a paz e não o ódio.

— Precisamos restabelecer essa harmonia para a gente poder consertar esse país — disse.

Lula também afirmou que pediu aos ministros para que não reclamem sobre falta de recursos para implementar políticas ou obstáculos para realizar as metas, mas criem soluções.

— Vamos transformar a dificuldade em realidade, vamos discutir para frente. Vamos esquecer o que eles deixaram de fazer e vamos nós fazer. Eu não entrei para fazer diagnóstico do governo adversário, entrei para governar esse país — defendeu.

O Globo/montedo.com

15 respostas

  1. Considerando que esse senhor a todo momento volta atrás no que disse minutos antes, o mais provável é que essa fala significa Mesmo “guardo rancor e vou me vingar de vocês”.

  2. “Apolítico, apartidário, imparcial…”

    Nos últimos quatro anos pode ter sido tudo, menos isso aí.

    A não ser que o significado dessas palavras tenham mudado…

  3. Em outras palavras, fez um favor em ir. Lula segue tentando desfazer o que foi feito. O pior são essas narrativas repetitivas de golpismo, terrorismo, etc, de repetir uma versão mil vezes para se tornar verdade.

    1. Bolsonaro acabou com a nossa expectativa. Encheu o bolso dos Generais. Quem tem 12 por cento de adicional habilitação ficou com o salário congelado. Foi o presidente que ferrou os praçase oficiais de baixa patente .

  4. Deveria guardar rancor do juiz que colocou ele na cadeia e não do exército que o povo pedia salvação de joelhos em porta de quartéis .

  5. Bolsotrevas que guardava rancor principalmente com os pracas nunca gostou de praça até fez uma pec para acabar de vez com pracas e pensionistas
    mas o alto clero está no paraíso com bolso cheio Mitou

  6. aPARTIDÁRIO?
    Comemoração de força singular, chama o pres, faz discurso e é apartidário.
    Apartidário é aquilo que não pode ter partidoS, só um.
    Estado, País ou Nação tem partido?
    Será isso?

  7. Foi pq faz parte da liturgia do cargo. Mas dizer que não guarda rancor é mais uma mentira das muitas que diz por aí todos os dias.

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