Deputado petista se reunirá com comandante da Aeronáutica na terça-feira (18/3) para discutir PEC que prevê o fim das operações de GLO
Igor Gadelha, Victoria Abel
Após conversar com o Exército, o deputado petista Carlos Zarattini (SP) decidiu procurar a Aeronáutica em busca de apoio à PEC que acaba com as operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).
Um dos autores da proposta, o petista tem reunião marcada com o comandante da Aeronática, tenente-brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno, na próxima terça-feira (18/4), em Brasília.
No mesmo dia, Zarattini também deve se reunir, na capital federal, como ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, que já manifestou posição contrária ao fim da GLO.
O comandante do Exército, general Tomás Paiva, também já expressou sua posição contrária à PEC diretamente a Zarattini, durante reunião entre eles no dia 16 de março.
A GLO é uma operação de policiamento realizada pelas Forças Armadas de forma provisória, a pedido do chefe de um dos Três Poderes, até o restabelecimento da normalidade da lei e da ordem pública.
Nada a ver com golpismo
Tomás Paiva ponderou ao deputado petista que as GLOs não têm nada a ver com golpismo e que são usadas em momentos críticos de descontrole das polícias militares.
Na conversa, o comandante do Exército ressaltou, porém, ser favorável ao artigo da PEC que obriga militares a irem para a reserva, caso assumam algum cargo ou função no poder público.
METRÓPOLES/montedo.com
Respostas de 8
Querem despolitizar mas vão discutir com o Comando da FAB uma decisão que não cabe as FA… como se um possível “golpe” dependesse de uma lei …. daí não seria golpe!
Náo vai ter GLO para a sabotagem do Rio São Francisco, a negação das águas para a população?
E os infantes ainda com essa narrativa de “golpismo”? Parecem piadistas classificando vandalismo de Golpe de Estado: quanta inocência midiática/militar. Apendam com o Sudão, vejam os relatos dos fatos para saberem o que é tentativa de Golpe de Estado para não passarem mais vergonha. Quanto às eleições brasileiras eles deixaram bem gravado que iriam “tomar o poder”, diferente de “vencer eleições”.
Não é inocência, é má fé, mau caráter.
Quando tempo venho falando aqui no blog???? Que é desnecessário de termos tantos oficiais generais em tempo de paz. Qual O custo benefício dos generais em tempo de Paz em prol do povo brasileiro?????? O tempo é o senhor absoluto da razão.
SE TERMINAR A G.L.O, irão deixar a segurança interna de forma exclusiva para as Polícias Militares, mas quando estas estiverem sendo massacradas por governantes, como ocorreu em 2017 no Espírito Santo, onde mais de meia década sem reposição salarial, sem efetivo suficiente, sem estruturas adequadas e coletes vencidos, quem irá substituir esse valorosos guerreiros que estão na batalha no dia a dia apta que eles se organizem e cobrem dos péssimos gestores projetos DECENTES, leis adequadas e condições de trabalho, seria necessário uma força para Auxiliar em casos raros e excepcional. Senão logo a força que não tem apoio deixará também de ser uma força auxilar ..
Seria ótimo terminar… chega de ficar de prontidão durante dias, jogado em qualquer muquifo que alguns chamam de alojamento, comendo qualquer coisa que chamam de refeição, e tomando banho gelado pq o EB está reacionário energia
A GLO surgiu em 1999, antes disso não existia, deve ter sido Implantada por algum general piruador.
GARANTIA DA LEI E DA ORDEM (GLO)
Reguladas pela Constituição Federal, em seu artigo 142, pela Lei Complementar 97, de 1999, e pelo Decreto 3.897/01, as operações de GLO concedem provisoriamente aos militares a faculdade de atuar com poder de polícia até o restabelecimento da normalidade. Nessas ações, as Forças Armadas agem de forma episódica, em área restrita e por tempo limitado, com o objetivo de preservar a ordem pública, a integridade da população e garantir o funcionamento regular das instituições. A decisão sobre o emprego excepcional das tropas é feita pela Presidência da República, por motivação ou não dos governadores ou dos presidentes dos demais Poderes constitucionais.