Justiça Militar poderá julgar militares envolvidos na invasão da Praça dos Três Poderes

JUSTIÇA MILITAR

A informação foi revelada pelo ministro presidente do Superior Tribunal Militar, Tenente Brigadeiro do Ar Francisco Joseli Parente Camelo

Em entrevista ao Jornal da CBN, ele revelou que seria necessário avaliar a conduta dos militares do Exército envolvidos no caso. Caso um crime militar tiver sido cometido, o julgamento pode ser feito pela Justiça Militar.

De acordo com o ministro presidente do Superior Tribunal Militar, Tenente Brigadeiro do Ar Francisco Joseli Parente Camelo, os militares envolvidos na invasão da Praça dos Três Poderes podem ser julgados pela Justiça Militar. Em entrevista ao Jornal da CBN, ele revelou que seria necessário avaliar a conduta dos militares do Exército envolvidos no caso. Caso um crime militar tiver sido cometido, o julgamento pode ser da Justiça Militar.

Ainda durante a entrevista, o ministro disse acreditar que eles estavam cumprindo ordens e em serviço. Mas, para ele, é necessário que uma investigação seja realizada, com toda a possibilidade de defesa para os militares. Nessa quarta, a Polícia Federal ouviu 81 militares sobre os atos golpistas do dia 8 de janeiro.

Foram ouvidos integrantes das Forças Armadas e do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, o GSI, suspeitos de omissão e até de participação nas manifestações que vandalizaram as sedes dos Três Poderes. Entre os que foram ouvidos estão dois dos principais auxiliares do general Augusto Heleno, que comandava o GSI no governo Bolsonaro. A Polícia Federal também ouviu durante 7 horas o general Gustavo Henrique Dutra de Menezes, que chefiava o Comando Militar do Planalto. O general foi exonerado do cargo na terça-feira. Durante as investigações, policiais militares afirmaram que o general Dutra e outros militares impediram que a PM desmanchasse no próprio dia 8 o acampamento de bolsonaristas montado em frente ao QG do Exército, com a prisão dos radicais que participaram dos ataques. O acampamento só foi desfeito na manhã do dia seguinte, por ordem do ministro do Supremo, Alexandre de Moraes.

Agora, a Polícia Federal vai relatar o resultado desses depoimentos para o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Os militares estão sendo ouvidos pela Polícia Federal porque o ministro Alexandre de Moraes decidiu que eles devem ser julgados pela Justiça comum – e não pela militar.

CNN Brasil/montedo.com

11 respostas

  1. Então a justiça será feita:

    Quarta parte:

    3°Sargento fulano;
    Cabo Beltrano;
    Cabo Cicrano;
    Soldados…

    Por terem idealizado, preparado, organizado, montado, subsidiado, incentivado, protegido, insuflado…Atos antidemocrático, invasão de prédios públicos, depredação e furto de bens pertencentes a união, ou seja, o Povo Brasileiro, entre outras ações mancumunadas. Serão punidos para servirem de exemplo……

  2. Dizer “Justiça Militar poderá julgar militares”.
    É o mesmo que: nenhum semideus será punido.
    Chances “zeros”.

  3. A aberração judicial está nos processos sigilosos que não permitem acesso da defesa aos autos. É apenas a realidade dos juízes que prevalece. Se houve “tentativa de golpe de Estado” que seja relatado quais eram os postulantes ao poder, seus partidos e suas causas. Fora isso, 8 de janeiro foi puro vandalismo.

    1. O sonho de todo advogado é lhe ser negado o acesso aos autos o que anula a necessidade de defesa. Processo sigiloso é aquele que não é público e de conhecimento restrito às partes interessadas.

  4. Alguem avisa para o Ministro desse tribunal que nao existe, no direito penal “investigação com toda possibilidade de defesa”. Já que a investigação é no inquérito, que não é um procedimento em contraditório. Defesa no direito penal só no processo, e quando há um processo, a competência ja foi escolhida pelo ministério Publico.

    Esse cabidao de emprego chamado Justica Militar tem que ser extinto imediatamente. Olha o nivel dos juizes hahahahahaahghaha

    Isso é só pra praça vei.

  5. Manifestação antidemocrática detectada! Está pregando a Extinção de um segmento do poder judiciário que está consagrado na constituição federal?

  6. Poderá= condutas típicas refratárias as investigadas pelo STF, ou seja, crimes de militares na função militar contra interesse da Administração Castrense, não abrange àqueles que foram Cometidos por militar apenas contra outros objetos protegidos, já que a situação de ser militar não caracteriza, logo, crime militar, conforme entendimento do STF.

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