À PF, tenente-coronel Cid diz que buscar presentes era algo normal

Mauro Cid (de farda verde) caminha ao lado de Bolsonaro em viagem aos EUA: ajudante de ordens tornou-se mais do que um 'carregador de pasta' do presidente Foto: Alan Santos/Presidência da República/08-03-2020

Ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid depôs nesta quarta-feira (5/4) na superintendência da PF em São Paulo

Igor Gadelha
Ex-chefe da Ajudância de Ordens de Jair Bolsonaro na Presidência, o tenente-coronel do Exército Mauro Cid também depôs à Polícia Federal na tarde desta quarta-feira (5/4) sobre o caso das joias sauditas.

Diferentemente de Bolsonaro, que foi ouvido em Brasília, Cid pediu – e foi atendido – para prestar depoimento na superintendência da PF em São Paulo. O objetivo foi evitar assédio da imprensa.

A oititiva do ex-ajudante de ordens durou cerca de duas horas. O militar estava acompanhado de seu advogado Rodrigo Roca, que é próximo de integrantes da familia Bolsonaro.

No depoimento, segundo fontes da Polícia Federal, Mauro Cid afirmou que buscar presentes recebidos por Bolsonaro era algo “normal” na Ajudância de Ordens da Presidência.

Os delegados, então, indagaram o militar se ele tinha ordenado a retirada de outros presentes de Bolsonaro apreendidos pela Receita Federal, como no caso das joias.

Mauro Cid, então, respondeu que o conjunto de joias apreendidos no Aeroporto de Guarulhos com a comitiva do ex-ministro Bento Albuquerque teria sido a primeira vez.

Ordem de Bolsonaro?
No depoimento, o militar também tentou contemporizar a responsabilidade de Bolsonaro no caso. Mauro Cid afirmou que Bolsonaro não deu uma ordem enfática para que mandasse retirar as joias.

Segundo apurou a coluna, o ex-ajudante de ordens afirmou que o então presidente da República teria pedido para ele “verificar” a situação do conjunto de joias apreendido na alfândega.

Ainda na oitiva, a PF fez erguntas gerais sobre a localização da Ajudância de Ordens e a distância do setor em relação à Diretoria de Documentação Histórica da Presidência, responsável por catalogar os presentes.

METRÓPOLES/montedo.com

Respostas de 10

  1. Dá uma olhada pra mim.

    Olha no que a formação se transformou, uma ordem deve ser clara, concisa e precisa, menos para o TC Cid, que com um verifica a situação, já sabia o que teria que fazer.

    O cabra é bom.

  2. Olha devem ser vários “presentes” milionários, a PF também deve estar investigando se existem mais estojos do mesmo calibre ou outras jóias. Esperto esse CID, para não sofrer Várias possíveis Condenações, alegou ser Normal, Para assim cair em continuidade delitiva e diminuir uma possível pena. Advogado o orientou bem, sabe que vai se ferrar mesmo e não vai dedurar.

  3. Intimamente, pior do que esse vergonhoso caso da jóias, é a forma com que esses sujeitos nos tratam. Pensam que todas as pessoas são tolas e cegas como os eleitores do Bolsonaro, principalmente quando os vejo contando essas lorotas como se fosse normal, isso me incomoda.
    Se nada for feito, nós merecemos.

  4. Até parece q esse país nao foi alvo da pior corrupção da América Latina..é ainda mais..descondenou o condenado tornando-o presidente..tem q rir pra não chorar

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