Conselho vai pedir a Lula que Forças Armadas executem obra no Aeroporto de Fernando de Noronha

aeroporto fernando de noronha

Conselheiros aprovaram proposta de solicitação ao presidente da República. Governo do estado licitou a obra na gestão anterior, mas atual administração não confirmou cronograma.

Ana Clara Marinho, g1 PE

O Conselho Distrital de Fernando de Noronha decidiu, na noite da terça-feira (28), pedir ao presidente Lula (PT) que as Forças Armadas assumam e executem a obra de recuperação da pista do aeroporto da ilha. Segundo os conselheiros, a decisão foi motivada pela não divulgação do cronograma do serviço pelo governo de Raquel Lyra (PSDB).

Desde outubro de 2022, a Agência Nacional de Avião Civil (Anac) proibiu o pouso de aviões de grande porte por causa das condições da pista do aeroporto. A gestão anterior do governo do estado disse que a obra, orçada em R$ 59,9 milhões, terminaria em outubro deste ano, mas a atual administração não confirmou a data de conclusão do serviço.

Os conselheiros querem que a Marinha e a Aeronáutica façam o transporte de material para a obra e que o Exército execute o serviço de manutenção.

“A obra foi licitada. Tem uma empresa vencedora, mas o serviço não está andando. Nós não temos um cronograma definitivo. A última informação que temos é que a obra começaria em março de 2024”, disse o presidente do Conselho Distrital, Ailton Araújo Júnior.
Ele afirmou, ainda, que espera contar com apoio dos ministros pernambucanos para ajudar na resposta positiva à solicitação a ser feita ao governo federal.

“Nós vamos pedir o apoio do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, que é o chefe das Forças Armadas, e para a ministra da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, que é cidadã noronhense”, declarou Ailton.

O conselheiro Milton Luna apresentou uma proposta para que uma comitiva faça uma visita à Anac, em Brasília, para saber por qual motivo a agência não liberou o pouso de aviões a jato após a obra emergencial, realizada pelo governo do estado na gestão passada.

“Nós queremos saber a posição real da Anac. A obra emergencial foi feita, e, a partir daí, não recebemos resposta. Queremos saber os motivos. Nós achamos que é possível a liberação, porque isso foi informado no ano passado”, disse Luna.

O g1 procurou a Anac, para saber o que levou a agência a seguir com a proibição de pousos de aviões de grande porte mesmo após a obra emergencial, e o governo do estado, para questionar a possibilidade de as Forças Armadas assumirem a recuperação da pista do aeroporto. As respostas não chegaram até a última atualização desta reportagem.

Acordo de gestão
O Conselho Distrital também aprovou a proposta de realização de uma reunião para que a assessoria jurídica do Conselho faça esclarecimentos sobre o acordo de gestão compartilhada, assinado entre o governo do estado e a União.

“Com esse acordo, o estado de Pernambuco renunciou à capacidade e a diretriz constitucional, estabelecida em 1988, que indicam que Noronha é de Pernambuco. Não tem que compartilhar gestão”, declarou Ailton.

Na reunião do Conselho de Turismo de Noronha, realizada na terça-feira (29), o presidente da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), José de Anchieta dos Santos, afirmou que o acordo de gestão compartilhada foi positivo.

“No primeiro momento, o processo foi interpretado de forma equivocada. O acordo é bom porque indica regras claras para licenciamento”, contou José Anchieta.

g1/montedo.com

Respostas de 3

  1. HAHAHA se realmente der certo, coisa que duvido muito, pessoal de engenharia que tem pavor de trecho, fala em trecho começa depressão, mulher com doença, mata até o filho pra nao ir para o destacamento, nesse da vai estar bomzão. Igual o santo haiti, teremos o santo Fernando de Noronha

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