“Todo dia a mesma noite”: subtenente do Exército é personagem de série sobre a tragédia da boate Kiss

SUBTENENTE SÉRGIO SILVA - PAINEL DOS MORTOS DA KISS

27 de janeiro de 2013 – Lembro muito bem do amanhecer ensolarado daquele domingo. Estava em viagem de férias com a família, à beira da Lagoa dos Patos. Foi quando começaram a chegar as primeiras informações do incêndio que havia ocorrido de madrugada, numa boate em Santa Maria. Inicialmente, falava-se em 30, 40 mortos, números que já eram suficientemente assustadores. Mas o que foi sendo divulgados durante aquele dia – juntamente com histórias de sofrimento, desespero e heroísmo – teve o condão de comover o País inteiro. Ao final, a estatística aterradora apontou para 242 mortes. As vítimas eram jovens à procura de diversão em uma noite de verão.

Doze militares das Forças Armadas morreram na Kiss
FAB
Sargento Luiz Carlos Ludin de Oliveira e soldados Giovani Krauchemberg Simões, Leandro Nunes da Silva, Rodrigo Dellinghausen Bairros Costa e Rhuan Scherer de Andrade.

Exército
Capitã Médica Daniela Dias de Matos, 1º Tenente Leonardo Machado de Lacerda, 2º Tenente Brady Adrian Silveira, 3° Sargento Diego Silvestre, Cabo Lucas Leite Teixeira e soldados Leonardo de Lima Machado e Luciano Taglia Pietra Espiridião.

A batalha de um Pai
O subtenente da reserva do Exército Sérgio da Silva perdeu o filho na tragédia. Augusto Sergio Krauspenhar da Silva tinha 20 anos e era estudante de Filosofia. Seu pai é um dos membros mais atuantes da Associação das Vítimas da Tragédia de Santa Maria (AVSTM), que presidiu até que um infarto o obrigou a afastar-se.
Na série “Todo dia a mesma noite”, disponível na Netflix, Sérgio é retratado como o personagem Ricardo, interpretado por Paulo Gorgulho (no detalhe da foto). Juntamente com outros pais, ele esteve em vias de ser preso por denunciar manobras do Ministério Público para não denunciar um promotor de justiça e outras autoridades, entre elas o prefeito de Santa Maria na época.
Dez anos depois, ninguém foi condenado ou preso pelas mortes.

Como diria Zé Ramalho: “É o Brasil!!!”

4 respostas

  1. Não existe nesse plano dor maior do que a perda de um filho…Que Deus conforte o coração desses pais que perderam um pedaço de si… e que Deus em toda a sua plenitude abençoe as almas desses jovens e os acolha sempre em sua Luz divina.

  2. Todo respeito a este cidadão, independentemente de sua relação com minha carreira.
    Não há qualquer desastre maior que a perda de um filho.
    Todo nosso respeito, Sr S Ten R1 Sérgio da Silva.
    Todas as nossas Continências e deferência.
    Que se faça Justiça.

  3. Assisti ao filme…olha, os atores conseguiram nos colocar dentro da tragédia. Não conheço nenhum desses pais heróis, acredito que alguém que eu conhecesse, até que superficialmente, tenha sido vítima do ocorrido, pois servi em Sta Maria em 2011.
    Sinceramente sem palavras….mas…
    1° Eu já com nojo desse país, fiquei mais com no-lo ainda…país destroçado de uma justiça fictícia, inerte, manipuladora, desacreditada e %$#@÷=##%. Hoje estamos na lama por ela e seus “artistas” principalmente!
    2° me rendo ao heroísmo desses pais…de todos os familiares das vítimas….vcs possuem uma força que Deus concede a poucos. SEM PALAVRAS!

  4. Assisti a série ontem. Embora a série não é sobre a tragédia, e sim sobre alguns poucos pais e um ou dois sobreviventes, a série apontou que, os verdadeiros culpados, de fato, sempre, todas as vezes, são protegidos e deixados de fora de qualquer responsabilidade, algo que não é uma novidade, e mesmo assim, as pessoas não querem enxergar.

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