“Pacificação não é passar pano”, diz ex-ministro da Defesa

Raul Jungmann toma posse como ministro da Defesa

Raul Jungmann falou sobre a tensão entre o governo Lula e as Forças Armadas devido aos atos golpistas do dia 8

O ex-ministro da Defesa Raul Jungmann (foto) disse ver condições para um clima de pacificação na relação entre o governo Lula e as Forças Armadas após a troca no comando do Exército. Como mostramos, no último fim de semana, o general Júlio César de Arruda foi demitido e substituído por Tomás Miguel Ribeiro Paiva, que estava no Comando Militar do Sudeste. A mudança ocorreu meio à tensão envolvendo os atos golpistas do último dia 8.

Ao comentar o assunto, em entrevista à GloboNews, Jungmann, que atuou no governo Michel Temer, destacou, no entanto, que pacificar o clima no país não significa inocentar os envolvidos na invasão às sedes dos Três Poderes. “Pacificação não é passar pano. Pacificação é administrar a Justiça. Quem errou é punido, quem fez certo tem que ser exatamente promovido”, disse o ex-ministro.

Jungmann também fez elogios a José Múcio Monteiro, atual titular da Defesa, que foi criticado por petistas e aliados do governo por ter dito antes dos atos do dia 8 que os movimentos em frente aos quartéis eram “democráticos”.

“O ministro José Múcio tem o respeito e, sem sombra de dúvidas, a colaboração das Forças e dos seus comandantes, e isso vai ficar cada vez mais claro porque ele é o homem certo escolhido para o lugar certo”, afirmou Jungmann.

O Antagonista/montedo.com

3 respostas

  1. Não pode passar a mão no pessoal da ativa que resolveu realizar Manifestação ou simplesmente anuiu por omissão no dever funcional de combater o quebra quebra do patrimônio público. Tem que agir de maneira enérgica passando recado que impera nas Forças a Hierarquia e Disciplina Militar, pois se não houver pode abalar as estrutura. Para acabar com o Câncer, deve extrair os pedúnculos que os Sustenta, ou seja, expurgar as partes podres do organismo para o bom funcionamento.

  2. Não há paz sem Justiça, e nem pacificação sem aplicação da mesma. O que vemos é uma justiça seletiva, que sempre se mostra desfaforável aos adversários do atual Governo “comunista”.
    O resto é conversa pra boi dormir,como esse discurso do ex que só engana os trouxas que emprenham com palavras de efeito como essa. É como comichão nos ouvidos!

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