Rui Costa: governo quer separar papel institucional das Forças Armadas de atuação individual

Forças-Armadas

Ana Flor
A relação do governo Lula com as Forças Armadas quer separar a instituição de Estado do posicionamento individual de seus integrantes – e mesmo daqueles já na reserva –, afirmou ao blog nesta quinta-feira (19) o ministro chefe da Casa Civil, Rui Costa.
“Queremos mostrar que a instituição de Estado tem um papel muito relevante para o país e está acima de um posicionamento aqui e ali, preferências individuais”, afirmou Costa.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem almoço nesta sexta-feira (20) com o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, e os comandantes das três Forças.
O tema central, segundo Costa, é debater projetos para Exército, Marinha e Aeronáutica.
A estratégia é trabalhar para que o desenvolvimento tecnológico das Forças Armadas no trabalho de defesa do país se sobreponha ao engajamento ideológico ocorrido ao longo do governo Bolsonaro.
Há um trabalho já em curso, desde antes da posse, de reconstruir uma relação de confiança de Lula e sua equipe com os militares.
“A escolha de Múcio para a Defesa – um “moderado” que chegou a se aproximar de Jair Bolsonaro ao longo do governo, mas que também é muito próximo de Lula – faz parte disso.”
As críticas de Lula a falhas na inteligência de órgãos militares, externadas em entrevista à Globonews nesta quarta-feira, são uma demonstração desta falta de confiança.
Outro exemplo é o debate sobre o papel do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), constituído de militares, na função de garantir a segurança pessoal do presidente.
Na entrevista, Lula também afirmou que todos os envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro serão punidos, não importa a patente. Ele se referia a militares já identificados – e que ainda venham a ser – no financiamento, apoio e atos contra as sedes dos três poderes.
g1/montedo.com

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