Em tentativa de “virar a página”, Lula recebe militares e promete mais investimentos

Lula: é provável que petista tenha sentido vontade de disputar o noticiário negativo com Bolsonaro. Conseguiu
Imagem: montagem sobre foto reprodução do Youtube

Clima do encontro entre Lula e comandantes das Forças Armadas deve ser de recomeço e disposição em pautar uma relação de confiança

Mayara da Paz, Mariana Costa, Celimar de Meneses
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reúne, nesta sexta-feira (20/1), com os comandantes das Forças Armadas brasileiras. O encontro está marcado para as 10h, no Palácio do Planalto, e também deve contar com a presença do ministro da Defesa, José Múcio.
Tanto os chefes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica quanto Lula têm interesse em distensionar a relação entre as partes e mudar a pauta que tem marcado o cenário político brasileiro: os atos golpistas de 8 de janeiro, quando bolsonaristas radicais invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.
Segundo auxiliares do presidente, o clima da reunião será de recomeço e disposição em pautar uma relação de confiança e aproximação. “O outro caminho seria um movimento de tensão, de afastamento entre o presidente e os militares. Isso não faria bem para o país no momento atual”, destacou um interlocutor.
Outro auxiliar do presidente defendeu que o fato de a reunião ocorrer no Palácio do Planalto, um dos alvos dos terroristas, também demonstra a boa vontade de Lula em virar a página, deixando a crise para trás, a fim de começar a governar.
Um integrante do Exército concorda que é preciso seguir em frente. “As Forças Armadas foram alçadas por Bolsonaro a um patamar que não é delas. Uma pequena parcela da sociedade sempre achou que as Forças Armadas têm um poder que não é delas, como, por exemplo, de usurpar o poder, retirando de lá quem foi eleito pelo povo. Tal pensamento foi potencializado pelo ex-presidente”, ponderou o militar.
De acordo com o membro da caserna, as Forças Armadas devem pedir a Lula para manter o parque bélico nacional, por intermédio das Indústrias Nacionais de Defesa e, posteriormente, comprar materiais de nações amigas, sempre com transferência de tecnologia.
Além disso, segundo o ministro da Casa Civil, Rui Costa, ainda é esperado que o presidente Lula receba, durante o encontro desta sexta, uma proposta de “modernização das Forças Armadas”.
“A ideia é discutir com a Defesa e as Forças Armadas para modernizá-las. Queremos modernizar o investimento nas Forças com formação de mão de obra, aumentar o investimento em Defesa, e queremos que esse investimento esteja alinhado com as políticas do governo. O presidente Lula quer receber uma proposta deles neste conceito”, disse o ministro nesta semana.

Críticas e afago após atos
Na semana passada, o atual mandatário do país disse estar “convencido” de que as portas do Palácio do Planalto foram abertas para a entrada dos terroristas que destruíram os prédios da Presidência da República, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF).
Durante café com jornalistas, Lula disse que “muita gente” da Polícia Militar do Distrito Federal e das Forças Armadas foi “conivente” para que bolsonaristas entrassem na sede do Executivo federal.
“Teve muita gente conivente. É importante dizer que teve muita gente da Polícia Militar conivente, teve muita gente das Forças Armadas, aqui dentro, conivente. Eu estou convencido de que a porta do Palácio do Planalto foi aberta para que gente entrasse, porque não tem porta quebrada na porta de entrada”, afirmou na ocasião. Leia mais.
METRÓPOLES/montedo.com

11 respostas

  1. Poderiam valorizar os militares ( independente do posto/graduação) pelo estudos, graduação e pós graduação, reconhecidos pelo MEC e que sirvam a educação no Brasil, acredito que já deu a idéia de estudos militares serem a base (este servem apenas a uma classe pequena nas forças armadas – os oficiais). O exército deve evoluir

    1. Companheiro, o que estamos presenciando na Guerra da Ucrânia é que diplomas não vencem guerras. Valorizar o Militar pela sua dedicação à Força e a Pátria penso que seria o melhor.

  2. Quais aquisições para as FA o derrotado assinou? Nos governos anteriores a ele lembro no momento de 36 caças Gripen, submarinos e milhares de viaturas e equipamentos bélicos, dando um salto qualificativo fenomenal nas três forças.

  3. Isso vai terminar em missa. Vc devia aproveitar a Lei Rouanet e pedir um empréstimo para gravar um DVD e publicar aqui sempre que comentar. O aumento que vai vir no imposto de renda já é suficiente.

  4. “ cORTINA DE FUMAÇA “ Caros amigos do Montedo . Ao longo da vivência militares vamos aprendendo as táticas ,estrtégias militares assim naturalmente vai ser assimilando falas ,jargões ,clichês , conceitos etc …… .exemploS: “ POLÍTICA É A GUERRA POR OUTROS MEIOS “` ; “ MILITAR NÃO FAZ POLÍTICA DE GOVERNO . fAZ POLÍTICA DE ESTADO “ “ EXÉRCITO NÃO RECUA , FAZ RETIRADAS ESTRATÉGICAS , MOVIMENTOS TÁTICOS “ ` “ nÃO DENUNCIA A POSIÇÃO “ETC ETC ……
    amigos ,entendo eu que diante do momento que as forças armadas e nos militares estamos sendo alvos de um ataque sistemático dos inimigos da esquerda ,sempre inimiga e hostil . é hora de adotar a permanente observação dos movimentos de campo do opositor .
    Servir um bom tempo nas fronteiras da Amazônia. Em todas que servir Li uma frase postada em ponto destacado doS batalhÕES , QUE USAREI POR ANALOGIA ,MAS É DO GEN RODRIGO OTÁVIO : “ ÁRDUA E DIFÍCIAL É A MISSÃO DE DEFENDER O BRASIL . MIS DIFÍCIL FOI DOS NOSSOS ANTEPASSADOS EM CONQUISTÁ-LA E MANTÊ-LA “

  5. Quem criou este estado de coisas não foi a esquerda, mas um cidadão oriundo do meio militar com sérios problemas de cognição aliada a incapacidade de falar a verdade e a pusilanimidade, que os nossos chefes, por vaidade, ganância e desvirtuação moral seguiram, mesmo com o histórico pregresso, inclusive na própria instituição, do referido cidadão. As Forças Armadas devem estar voltadas para questões permanentes relativas ao Estado, não para eventualidades de um governo e muito menos de um governante. Não Aprenderam com a história e não estão aprendendo com os acontecimentos. Durante muito tempo, e ainda contando com sérios resquícios, os graduados sofreram com uma política interna de anulação, em virtude da politização nos idos de 1964, sobretudo após a Revolta dos Sargentos, de 1963 e o Comício de João Goulart aos Sargentos no automóvel Clube do RJ, que ocorreu pouco dias após a Revolta dos Marinheiros, em 1964. E agora quem irá anular a sublevação dos nossos chefes? Necessitamos de uma intervenção militar sim, e com urgência, mas só que nas próprias Forças Armadas.

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