“Instituições contaminadas”. Lula, Múcio e chefes das Forças Armadas vão discutir ‘modernização’ na Defesa, diz Rui Costa

Lula e Múcio

Encontro deve acontecer nessa semana, dias após militares terem sido acusados de dificultar a prisão de pessoas envolvidas na invasão das sedes dos Poderes em Brasília

Renan Truffi e Fabio Murakawa, Valor — Brasília
O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT-BA), afirmou nessa terça-feira (17) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve se reunir nesta semana com o ministro da Defesa, José Múcio, e com os três chefes das Forças Armadas – Exército, Marinha e Aeronáutica. O encontro acontece alguns dias depois de militares terem sido acusados de dificultar a prisão de pessoas envolvidas na invasão das sedes dos Poderes em Brasília.
Rui Costa falou à imprensa após almoçar com Múcio e os representantes das forças. Apesar disso, o ministro tentou desvincular o encontro desta terça dos episódios de depredação e ataques aos prédios públicos do Executivo, Legislativo e Judiciário. Na versão do titular da Casa Civil, a reunião tinha o objetivo de discutir apenas um projeto de modernização do Exército, Marinha e Aeronáutica.
“A ideia é discutir com a Defesa e as Forças Armadas para modernizá-las. Queremos modernizar o investimento nas forças com formação de mão de obra, aumentar o investimento em Defesa, e queremos que esse investimento esteja alinhado com as políticas do governo. Nós conversamos sobre todas possibilidades de modernização das Forças Armadas. O presidente Lula quer receber uma proposta deles neste conceito. Até sexta-feira, a gente deve marcar uma apresentação para que eles [das Forças Armadas] apresentem uma proposta para o presidente Lula”, disse.
Em seguida, Rui Costa disse que o presidente não deixará se contaminar por eventuais “comportamentos inadequados” de integrantes das Forças Armadas. Ele reforçou, entretanto, que o Brasil precisa de “instituições fortes” de Estado e que estas não podem ser “contaminadas”.
“Não podemos permanecer com as instituições contaminadas. Qualquer país democrático precisa de instituições fortes. Se nós queremos de fato fazer esse país crescer, é preciso pensar projetos de Estado e instituições de Estados. Não podemos misturar isso com eventuais comportamentos inadequados. Isso não será confundido pelo presidente Lula. Essa modernização das Forças Armadas não é uma ação mitigadora em relação ao que aconteceu [no dia 8 de janeiro]”, disse.


“Não temos que achar nada sobre os inquéritos [abertos no STF], o sistema judicial tem que funcionar independentemente do governo.” O ministro explicou também que uma das ideias do Palácio do Planalto é garantir investimentos na Defesa por meio das chamadas Parceria Público-Privada (PPPs).
“Nada vai paralisar o governo. O presidente Lula quer recuperar obras paralisadas. A averiguação dos erros cometidos será feita pelos órgãos competentes, mas isso não irá atrapalhar o funcionamento do governo. Estamos discutindo ideias para que PPPs sejam usadas para viabilizar investimentos nas Forças Armadas. Grandes projetos na Defesa do país podem ser feitos por meio de 30 orçamentos, em vez de apenas um ou dois. Podemos diluir isso [custo de investimentos nas Forças Armadas] ao longo de vários anos”, complementou.
Neste mesmo sentido, Rui Costa minimizou uma série de exonerações de militares que estão acontecendo nas últimas semanas em pastas que estão lotadas no Palácio.
“Troca dos assessores que estão acontecendo vão ocorrer independentemente de serem militares ou civis. Vocês vão ver essas trocas mais intensas a partir do dia 23; ainda tem muita gente para sair e muita gente para entrar. Cargo comissionado é de extrema confiança. Essas trocas são naturais. Nós não poderíamos conviver com os mesmos assessores. Não se trata de uma desconfiança com ninguém”, argumentou.
Segundo o ministro, a filosofia do governo mudou e não seria possível implementar mudanças nas políticas públicas tendo os mesmos assessores.
“Dentro das próprias Forças Armadas, há outras pessoas com capacidade técnica para exercer esses cargos. Não seria razoável manter os mesmos assessores do governo anterior. O regime de governo mudou, a filosofia mudou, então tem que mudar também quem estava implementando isso”, complementou.
Valor/montedo.com

9 respostas

  1. Instituições Contaminadas? O vírus anticomunismo implantado como uma espécie de chip na cabeça do Alto Comando Das FFAA, dos Generais do Centrão Militar Verde Oliva e de uma parcela da população brasileira, conhecida por patriotários que criou no país uma espécie de seita de fanáticos ao falso Meçias 1:71 e Seu Clã de filhos milicianos. Para o falso Meçias que sempre gritava ao quarto cantos que a Esquerda havia realizado um aparelhamento das instituições, Bolsonaro conseguiu aparelhar até mesmo as Forças Armadas, comprando os oficiais generais e os oficiais superiores. O restante foi o espetáculo de Horrores que presenciamos em seu lamentável e desastroso desgoverno.

  2. A instituição FFAA não estão contaminadas, apenas Alguns de seus Componentes com liderança estão contaminados, por isso levaram as FFAA, Instituições de estado, a se transformarem Em instituições de governo partidárias de culto a imagem Bozoide.

      1. Olá amiguinhos tudo bem com vc?
        Bom dia a todos, a todas e a TODES.
        Aqui quem fala é o QE CHORÃO.

        Anônimo do 17 de janeiro de 2023 às 21h57. essa é outra sigla para QEs CHORÕES siguinifica: FANFARRUINS DAS FORÇAS Armadas ANÔNIMOS E ALOPRADOS (FFAA).
        Eu sou o QE CHORÃO faço parte do Quadro Especial dos Reclamões Anônimos e estou a 0d 0m 0a sem reclamar.

      2. FFAA significa Forças Armadas, dobram-se as letras devido ao plural. Isso e de conhecimento geral, pelo menos no âmbito da MB e FAB.

        1. FFAA não existe no português. A abreviação correta é FA de acordo com a ABNT e com o manual de siglas do EB. MB e a FAB tem pessoas esclarecidas e sabem disso. Não precisa mentir para passar vergonha aqui no BLOG.

          1. Boa tarde, a praxe ao falar na vida cotidiana do Militar na MB era FFAA referindo-se ao plural, mas você deve ser escrevente e deve estar a par do manual e observando o Manual descrito por V.Sa devo concordar que lá está escrito FA sem dobradura, apesar de inclusive generais também o repetirem. Grato!

  3. Modernização do EB pelo Gen Arruda

    1. Acabar com todas as armas, agora todo mundo é engenheiro
    2. Todos os BE Cmb serão BEC
    3. Trecho, ferroviária, aquavía, pista de aeroporto, porto, duplicação de BR (se pudesse duplicava até as rotas aéreas)
    4. Operações e manobras somente para acelerar o ritmo do trecho.
    5. Grupamento vai para o trecho
    6. Brigadas serão uma super salc, setores de pagamento e fiscalização
    7. Promoção para capitão 10 anos com 8 anos no trecho (1 ano está no equipamentos e 1 ano formando o soldado)
    8. Lobinho já chega na terraplanagem, pavimentadora e na drenagem
    9. Todos os Bocha mucha com curso equipamentos
    10. Subão chefe de campo
    11. Quem serve em Brasília pega trecho no DF e o DEC vira o QG.

  4. Basta alterar e legislação e sujeitar os generais ao rebaixamento já que a carreira se “encerra” como coronel e estes são escolhidos por indicação, e criar o conceito reverso e horizontal.

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