Marcelo Calero protocolou requerimento ao Ministério da Defesa pedindo detalhamento dos custos para produzir relatório sobre as eleições
Gustavo Zucchi
Opositor declarado ao governo Bolsonaro, o deputado federal Marcelo Calero (PSD-RJ) questionou o Ministério da Defesa quanto custou a fiscalização do sistema eleitoral brasileiro feita pela pasta este ano.
A cobrança foi feita pelo parlamentar na última quinta-feira (17/11), quando ele protocolou um requerimento pedindo as informações ao ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira.
No requerimento, Calero questiona os custos, a remuneração dos envolvidos e a cobertura dos serviços que os militares designados para a fiscalização deixaram de realizar.
“O relatório detalha os procedimentos adotados pelas Forças Armadas a partir de plano de trabalho, que apresenta diversas etapas, as quais preveem mobilização de pessoal em todas as regiões do País e despesas com passagens e diárias. Este plano de trabalho, todavia, não apresenta previsão de custos. O relatório também é silente quanto ao valor dispendido pelo ministério na ação de fiscalização”, justifica o deputado.
Militares x TSE
O relatório dos militares sobre as urnas eletrônicas foi o mais recente capítulo na queda de braço entre o Ministério da Defesa de Jair Bolsonaro e Tribunal Superior Eleitoral.
Divulgado no último dia 9 de novembro, o relatório não apontou nenhuma evidência de fraude no pleito vencido por Lula contra Bolsonaro, no dia 31 de outubro.
Entretanto, os militares divulgaram posteriormente uma nota dizendo que o documento teria sido “distorcido” e afirmando que há “possibilidade” de alterações na votação.
METRÓPOLES/montedo.com
Respostas de 8
Desvio de finalidade. Esse é o enquadramento para os gastos absurdos não previstos, pois não é missão das FFAA fiscalizar o pleito eleitoral e sim proporcionar segurança em caso de solicitação da justiça eleitoral. Portanto esse montante empenhado não previsto no orçamento do Ministério da Defesa foi subtraído de outra área prevista onde com certeza faltará recursos para a real finalidade destinada. Espero que não seja como no governo FHC, recursos escassos de nosso já prejudicado SuSEx pelo governo Bolsonaro.
Gastos absurdos não previstos? Então vc sabe quanto foi gasto? Vai lá avisar ao deputado. Putz… Grilo, a questão agora é a soberania nacional. a segurança jurídica. Seria papel do senado e da câmara federal se fossem representantes leais ao povo e ao país. Quem não é visto não é lembrado.
É para corrigir a lei 13:954 o ministério da defesa já faz tempo que disse que mandou fazer um estudo , se houve erros que iam corrigir,foi só no me disse, agora para quererem se perpetuar no poder são rápidos e ainda infringirem a constitucional federal e se dizem ser democráticos.. Essa democracia tem nome:. Meus bolsos o resto é lorota.
Melancia
PF sem verba para emissão de passaportes e serviços pela segunda vez, a PRF sem verbas para viaturas e investigação, dentre outros e o povo aqui alegando que a esquerda vai desmantelar e sucatear o Estado. Bem, eu tô vendo o contrário. Rombo no orçamento a mais de 800 bi. Veremos até janeiro o real rombo e investimento indevidos pelo atual governo.
Tio Melancio
Rombo de R$ 800 bi é a previsão do plano do roubo e vc está dentro ao defender quadrilha, certo?
Está certo, não é missão das forças armadas fazer auditoria naa urnas, se desviaram militares para essa finalidade tem que ser apurado, principalmente em relação aos custos dos envolvidos.