GDF retira barracas de vendas em protesto em frente ao QG do Exército

Retirada de comerciantes de manifestação no QG do Exército

Protesto que pede intervenção federal criou minicidade na Praça dos Cristais, com barracas de vendas de churrasco e até hambúrguer patriota

Alan Rios
A Polícia do Exército e a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) deram início à operação de retirada de barracas de comércio em frente ao QG, neste sábado (12/11), no Setor Militar Urbano. Os protestos antidemocráticos que se instalaram no local acabaram criando uma espécie de minicidade na Praça dos Cristais, com dezenas de comércios ilegais, banheiros químicos, estacionamento de caminhões e acampamentos. O DF Legal foi acionado e verificou 23 barracas de venda.
Os manifestantes concentraram-se no local desde que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) derrotou Jair Bolsonaro (PL) nas urnas. Durante todos esses dias, eles pediram intervenção do Exército no resultado democrático, fomentaram discursos de ódio e impediram o trânsito regular de veículos e a passagem de pedestres em frente ao QG.
Há barracas de venda de comidas, bebidas, camisas da Seleção e outros produtos diversos. Uma lona que chamou a atenção vendia até mesmo casacos e roupas falsificadas, sem nenhuma relação com as pautas do protesto. Churrasquinhos, açaí, pastel com caldo de cana e até “hambúrguer patriota” estavam sendo comercializados.
O DF Legal deu um prazo de 1h para retirada desses comerciantes que se instalaram sem autorização. Caso o prazo não seja cumprido, o órgão passa a multar os responsáveis.
A maior parte dos vendedores começou a se retirar assim que foi notificada. Houve, no entanto, resistência de alguns. Um pequeno grupo de manifestantes reclamou da ação, mas foi esclarecido que não há ordens contra protestantes, apenas em relação às vendas.

Incômodo com a imprensa e os comerciantes
A reportagem foi hostilizada por um bolsonarista durante a ação. “Vocês da imprensa estão falando que é a gente que não quer os comerciantes aqui, mas é mentira!”, declarou.
No entanto, minutos depois, a operação gerou um pequeno conflito entre manifestantes e comerciantes. Enquanto os vendedores reclamaram das denuncias dos bolsonaristas, os conservadores criticaram a transformação do protesto em uma “feira”.
“Não comprem! Não estamos contra o brasileiro, estamos a favor do Brasil. E, para isso, temos que mostrar que isso não é feira”, disse uma das organizadoras da manifestação, ao microfone.

Veja vídeo:

STF
Mesmo sem ordem direta contra os bolsonaristas, nesta quinta-feira (10/11), Alexandre de Moraes determinou que forças de segurança combatam protestos antidemocráticos que fecharem vias com caminhões no Distrito Federal. O ministro da Corte e, ainda, presidente do Tribunal Superior Eleitoral pediu a identificação dos veículos que se deslocaram para Brasília, e impôs multa de R$ 100 mil por hora, no caso de protestos que consistam em “bloqueios, obstruções e/ou interrupções”.
A decisão chama o movimento de ilegal e demanda ações das Polícias Federal, Rodoviária Federal e Militar do DF. O governador Ibaneis Rocha (MDB), os diretores e os coordenadores das forças foram intimados com urgência. A ordem é adotar medidas para desobstruir vias públicas, inclusive nos acostamentos.
O Ministério Público ressaltou, em ofício, que a liberdade de manifestação deve ser preservada, desde que exista harmonia com “outros direitos fundamentais igualmente consagrados no texto constitucional”. O despacho sobre o tema afirma que protestos não podem ameaçar o Estado de Direito, as instituições democráticas e a ordem social, o que vem acontecendo em frente ao QG do Exército em Brasília, segundo o órgão.
“Tais condutas não podem ser admitidas, porque podem, inclusive, configurar crime. […] Incitar a animosidade das Forças Armadas contra os poderes constitucionais configura, em tese, o crime tipificado no parágrafo único do art. 286 do Código Penal. […] As manifestações ora observadas em frente ao QG do Exército em Brasília têm nítido propósito de desestabilizar as instituições democráticas, impugnando o resultado do processo eleitoral por vias transversas.”
METRÓPOLES/montedo.com

Respostas de 12

  1. Acreditem nos nossos preocupados Chefes.
    Não nos abandonarão nessa justa luta contra o comunismo.
    Nossa bandeira jamais será vermelha.
    Entenderam aí PREJUDICADOS comunistas.
    Amigos do ladrão cachaceiro de 9 dedos.
    Não passarão, serão todos ‘enjaulados’ após o Gopí.
    E terão redução nos percentuais dos Adicionais de seus contracheques.
    Terão redução de salários.
    Porque, hoje, estão ganhando muito, mas muito bem.

  2. Essas manifestações antidemocráticas verde e amarelo brevemente serão substituídas pelas manifestações sociais do MST, MTST, CNBB, CIMI, Pastoral da Terra, Via Campesina, entre outras, organizações defensoras das instituições democráticas do STF e TSE, caçadores imaculados de antidemocratas, apoiadores de invasão de terras com churrasco grátis fornecido pelo bondosos pecuaristas.

    1. Sargento Brazil brazileiro,
      “Mecher” ou “mexer” não é a questão.
      O correto está sendo respeitado, a livre manifestação popular.
      Apenas o ‘camelódromo’ foi desmontado.

      “É o direito manifestar o pensamento, criação, expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo.
      É garantido pela constituição que declara “todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização” (CF, art. 5º).”.

      Dia primeiro de janeiro tentarão se deslocar para frente do Palácio do Planalto.
      Dia da posse do ex-presidiário cachaceiro, corrupto & bandido.
      Manifestantes serão desautorizados, impedidos e o pau vai catar.
      Acredito que a mobilização bolsonarista somados a centenas de caminhões será expressiva.
      Xandão despachará:
      – bloquear todas as vias de acesso ao DF (caminhões).
      – reservar área na Lua (distância da Terra: 384.400 km) para o direito de manifestação e pensamento dos bolsonaristas, de acordo com o CF, art. 5º.
      – aqueles que não sujeitarem-se aos meus desejos mais íntimos, multa de 1 milhão de dólares e encarceramento sumário.
      – cumpre-se (sou foda!),
      Xandão de Moraes.
      Ministro do querido STF (puxadinho do PT).
      Presidente do imparcial TSE.
      E, na ausência do ‘mito’:
      – dono do brazil brazileito, Samba que dá!

      “Brazil, samba que dá
      Bamboleio, que faz gingar
      O Brazil do meu amor
      Terra de nosso Senhor
      Brazil, Brazil…”.

  3. “No Final Da História de Carreiro & Capataz”.
    O único que parou na cadeia foi:
    – Bob Jeff, o pistoleiro da ultradireita bolsonarista.
    Bolsonaro já garantiu do PL:
    – mansão no Lago Paranoá-DF.
    – salariozinho de 30’K’.
    – presidente de honra do Partido.
    – anistia ao clã messias bolsonaro.
    Visto DECRÉSCIMO:
    – Bob Jeff foi acreditar nessa gente.
    – o hospedaram sozinho em Bangu 8.

    O tempo é o senhor absoluto da razão.

  4. Alan Rios, fala sério! Toda essa baboseira que você escreveu, nem como piada prestou e ainda chamar de antidemocráticas manifestações pacíficas, ordeiras (sem quebra-quebras) e verde e amarela é no mínimo uma tendenciosa apelação. Conta outra que essa não colou.

  5. Imprensa que diz a qualquer ato que desagrade determinadas cortes, são antidemocráticos ou golpista, sem buscar realmente a verdade.
    Neste caso noticiado, em vez de retirar barracas, o mais coerente seria os órgãos de segurança alimentar fiscalizar para que se distribua algo realmente saudável, é para isso que pagamos impostos.

      1. Quando sua mulher ou filha for ao banheiro e encontrar um traveco la dentro e você não poder fazer nada ai você grita LULA PT ACIMA DE TUDO.

    1. Anônimo no 13 de novembro de 2022 a partir do 12:14: concordo contigo. O mais sensato seria as OM abrirem os portões, para oferecer alimentação no rancho, banheiro, alojamento e o que demais eles precisarem, afinal são brasileiros acima de tudo.

  6. Estive hoje na “concentração de patriotas” enfrente ao QGEx, muita chuva, muita lama e muito orgulho de ser brasileiro.
    Como moro em Brasília, vou e volto a concentração.
    Quando vou a concentração vejo rostos idosos, jovens e infantis; famílias inteiras vestidas de verde e amarelo lutando pelos seus direitos.
    A cada refrão novo um novo sorriso, a cada canto do Hino Nacional uma nova vitória, ao final do dia, a chuva intensa e sombria da lugar ao sol, trazendo mais e mais pessoas, entupindo as vias de acesso ao QGEx.

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