Transportadora de sucata de porta-aviões estuda processar governo de PE após ser impedida de atracar

Ele também era uma máquina de poluição atmosférica. Imagem, Wikimedia Commons.

Por conta de gastos a mais, MSK considera pedir indenização de US$ 2 milhões

O Globo — Rio de Janeiro
A transportadora MSK afirmou, nesta sexta-feira, que estuda processar o governo de Pernambuco por conta da liminar da Justiça Federal que a impede de atracar o rebocador que leva a sucata de um antigo porta-aviões brasileiro no Porto de Suape. Os restos do ‘São Paulo’ contém 10 toneladas de amianto, um material tóxico, segundo denúncias de entidades ambientais.
De acordo com a MSK, a quantidade do material corresponde apenas aproximadamente 0.05% do peso do navio. No seu atual estado, ainda de acordo com a empresa, o amianto não apresentaria riscos.
A embarcação navega pelo Oceano Atlântico desde meados de agosto, sem conseguir autorização para entrar em nenhum porto. Desde outubro, ela encontra-se na costa pernambucana.
— Enquanto o navio segue aguardando a decisão das autoridades, são consumidas cerca de 20 toneladas de combustível para que os rebocadores sustentem o navio, ocasionando consumo desnecessário, em total prejuízo ao meio ambiente e às normas internacionais das quais somos cumpridores — disse o advogado da MSK, Zilan Costa e Silva
Assim, a empresa considera ajuizar uma ação contra o governo de Pernambuco, responsável pela liminar junto ao Complexo Industrial Portuário de Suape, pedindo uma indenização de US$ 2 milhões. A transportada afirma ainda cumprir com todas as determinações e normas ambientais.
A MSK acusa as denúncias de que o navio teria material tóxico e radioativo como ‘notícias falsas’.
“A empresa lamenta que o posicionamento das autoridades locais esteja se dando em razão de versões apresentadas por grupos que não possuem expertise no tema, sem conhecimento marítimo e na análise de materiais perigosos”, afirma, em nota.
A liminar do juiz Ubiratan de Couto Maurício determinou ainda a multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento da decisão.

Entenda o caso
Há pelo menos três meses, o porta-aviões São Paulo, um dos maiores navios militares brasileiros, vaga pelo Oceano Atlântico sem rumo. Ele foi leiloado pela Marinha, em agosto de 2021, porque o custo de sua reforma e manutenção, avaliado em R$ 1 bilhão, foi considerado insustentável. A empresa turca SOK, que venceu a disputa, comprou a embarcação por cerca de R$ 10,5 milhões, e iria transformá-la em sucata.
Devido à alta concentração de amianto na embarcação, no entanto, o governo turco proibiu a entrada do porta-aviões brasileiro no país. E os rebocadores que o levou, de origem holandesa, precisaram trazê-lo de volta ao Brasil, onde também não é bem-vindo.
Com aproximadamente 9,6 milhões de toneladas de amianto, o porta-aviões não consegue atracar em nenhum país. A Marinha, contudo, alega que o navio foi desamiantizado na década de 90, quando ainda pertencia ao governo francês, mas não apresentou documentos que comprovassem a afirmação.
A Marinha, em audiência no dia 7 de outubro, também disse que todos os compartimentos da embarcação teriam sido inspecionados, o que não corresponde às informações de um relatório usado como referência para decidir o deslocamento do navio. A suspeita sobre radioatividade do São Paulo surgiu porque foram encontradas fontes radioativas no seu navio-irmão, o Clemenceau II. Nos anos 1960, ambos teriam passado por testes nucleares.
O Porto de Suape e organizações ambientalistas do Brasil aguardam nota oficial da capitania e da Marinha sobre o destino final do rebocador e do porta-aviões.
O Globo/montedo.com

Respostas de 10

  1. A relação inicial da venda desse monte de amianto, tinta, ferrugem e sucata era entre a empresa turca e a Marinha do Brasil, não forma de subsidiária (empresa pública/autarquia). Agora, a coisa já degringolou para afetar um estado da federação que nada tem a ver com a relação inicial e que será afetado com essa bucha de canhao, alguém deve ser responsabilizado e sei onde eles se encontra, está escondido em alguma OM da MB.

      1. Prezado Anônimo no 12 de novembro de 2022 a partir do 20:18,
        Pode ser, pois fazem caca e jogam em outro local para desfazer a fumaça. Típico da MB, você deve conhecer bem. 🤟

    1. Tipo de conversinha de mentes doentias, frustradas e recalcadas.
      Como mistura-se com gente desqualificada, enxerga sujeira pra todo lado.
      Um sujeitinho que não tem nenhum conhecimento do processo de contratação da empresa transportadora, no caso a MSK.
      Fica aqui sugerindo sujeira de algum irresponsável ou negligente.
      Você, “Uma Ode toxina mamadus”, é um doente.

      1. Asco total. no 12 de novembro de 2022 a partir do 21:41: primeiro: que denominação nojenta. Está equivocado o processo original foi entre empresa pública (Engepron) e a empresa turca (venda por leilão). Não foram cumpridas as leis internacionais sobre propagação amianto, uma substância que há tanto tempo se vir cancerígena e proibida de entrar. Aqui no país, vozes dissonantes (empresarios) lutam na justiça para continuar na exploração desse material. O navio inicialmente tinha 760 toneladas, tiraram 55 toneladas e nas contas agora, tem 9,6 toneladas o que não fecha. O navio saiu do porto do Rj (ponto de partida Arsenal de Marinha)) e deveria voltar ao mesmo porto. No entanto, estão jogando isso, para ficar de vez, em SUAPE. Pernambuco deve ficar com esse problema ambiental? Ele nem estava na relação inicial e deve sofrer com a incúria de alguém que não fez o processo licitatório de forma correta e também por ir de encontro as leis internacionais exportando material proibido? Vejo que o senhor e leigo no assunto e vive falando mal e adjetivando os outros. Minha sugestão se e inveja procure um familiar ou amigo e se for algum problema psiquiátrico um médico.

  2. Essa história está com uma narrativa macabra de possível ONG de advogados para entrar com ações de danos em favor dos tripulantes, em breve, nos melhores tribunais do Brasil.

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