Por pressão dos generais

O presidente do TSE, Alexandre de Moraes (à direita), se reuniu com o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira (à esquerda)
Alejandro Zambrana / TSE

Nonato Viegas
nonato.viegas@obastidor.com.br

O encontro do ministro da Defesa, Paulo Sergio Nogueira, e o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Alexandre de Moraes, na terça-feira, 18, ocorreu após sugestão de generais do alto comando e dos chefes das forças.
Pediu-se a Nogueira que a resposta das Forças Armadas aos questionamentos de Moraes sobre a auditoria militar do pleito, não fosse apenas no papel, por meio de um documento enviado ao tribunal. Afinal, durante meses Nogueira pressionou por reuniões com Moraes para que os militares participassem da apuração.
Há a preocupação do alto comando sobre como as Forças Armadas sairão do processo eleitoral, diante da clara politização do trabalho dos militares na comissão fiscalizadora das eleições.
Segundo fontes do Ministério da Defesa, Nogueira tinha a missão de distensionar as relações e tirar qualquer impressão de Moraes de que o trabalho dos militares fosse auditar as urnas eletrônicas.
O ministro afirmou a Moraes que os militares não fizeram auditoria do resultado das urnas, como adiantou o Bastidor, e que vão produzir um relatório como entidade fiscalizadora.
Ele adiantou a resposta, dada no dia seguinte, de que o trabalho completo seria disponibilizado após o segundo turno.
Fontes militares afirmaram ao Bastidor que a forma como Nogueira vem conduzindo o processo —cedendo “a certas instrumentalizações das forças” — prejudica a imagem das Forças Armadas na sociedade civil.
obastidor/montedo.com

Respostas de 10

  1. Nossa soberania e a democracia são inegociáveis. Portanto, se durante o processo eleitoral as Forças Armadas, através dos técnicos do IME e do ITA, descobrirem a existência de anormalidades, que venham a público, mostrem os resultados a sociedade e tomem as medidas que necessárias com base na Constituição em vigor. A isso não se pode chamar de interferência e sim o exercício do direito constitucional em prol da transparência, lisura e credibilidade no resultado final das eleições. O aperfeiçoamento que se busca, de fato e de direito, é que o resultado expresse VERDADEIRAMENTE a vontade majoritária do povo.

  2. “Por pressão dos generais”
    Quanta baboseira, asneiras e bravatas.
    Mediocridade total dessa mídia/jornalismo em total descrédito.
    “Fontes militares afirmaram ao Bastidor…”.
    Falácias, fanfarronices e factoides sem qualquer valor.
    Inutilidade pública.

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