Encontro discutiria adoção de um projeto para mudar teste das urnas. Ministro da Defesa procurou Moraes para distensionar ambiente
Rafael Moraes Moura — Brasília
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, se irritou com a divulgação pelo jornal Folha de S. Paulo de que as Forças Armadas pretendem fazer uma espécie de “apuração paralela” no dia da eleição e decidiu desmarcar uma reunião prevista para esta terça-feira (13), com o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira.
O encontro não estava previsto na agenda oficial de Moraes, mas até a noite do último domingo (11) a equipe das Forças Armadas havia recebido confirmação extra oficial do tribunal e se preparava para a audiência.
A equipe da coluna apurou que Paulo Sérgio e Moraes trocaram mensagens nesta segunda-feira (12) para distensionar o ambiente e tentar reagendar o encontro.
O principal assunto a ser discutido é a adoção de um projeto piloto para mudar o Teste de Integridade das urnas. As mudanças no teste são o último remanescente de uma longa lista de pedidos apresentados pelos militares ao TSE no início do ano e que alimentaram a guerra pública entre Bolsonaro e a corte eleitoral.
Nas últimas semanas, ministros do governo Bolsonaro, militares e o TSE vinham costurando um armistício que desaguou em um encontro de Nogueira e Moraes no último dia 31 na sede do TSE – e, esperavam os militares, selaria o final da pendenga.
A história da “apuração paralela” pegou a corte eleitoral de surpresa e interrompeu as conversas.
Segundo reportagem da Folha, os militares planejam pegar 385 boletins de urna (BUs) aleatoriamente para cruzar os dados compilados pelos militares com a apuração do TSE.
A disponibilização dos BUs no site oficial do tribunal, não apenas aos militares, mas a qualquer um, era uma medida já anunciada há meses. O número de boletins que os militares pretendem vasculhar por conta própria só foi revelado agora.
Segundo a equipe da coluna apurou, Moraes se irritou com a “guerra de narrativas” em torno do sistema eleitoral brasileiro.
Para o ministro, somar BUs não é “apuração paralela”, já que para isso seria necessário somar todos os boletins das mais de 400 mil urnas, o que seria impossível.
O ministro também se irritou com a versão de que a tal “apuração paralela” seria um privilégio aos militares, quando na verdade “não houve nenhuma alteração do que definido no primeiro semestre, nem qualquer acordo com as Forças Armadas ou entidades fiscalizadoras para permitir acesso diferenciado”, segundo o próprio TSE destacou em nota pública.
Conforme informou a coluna, nas eleições de 2020, uma ONG decidiu fazer uma “apuração paralela” por conta própria, somando dezenas de boletins de urna — e não encontrou inconsistências quando comparou os números com aqueles divulgados pelo TSE.
Esses boletins — uma espécie de extrato com os votos computados em cada urna — são impressos e fixados em cada seção eleitoral ao fim da votação. No início do ano, o TSE já havia informado que ia disponibilizá-los também na internet.
Ou seja: as Forças Armadas poderão somar quantos BUs quiserem, assim como qualquer outro brasileiro com acesso à internet que visitar o site do TSE no dia da eleição.
Integrantes do tribunal também rechaçaram a versão de que o tribunal vai disponibilizar os dados brutos da votação.
Depois da divulgação do plano dos militares, alguns dos envolvidos na iniciativa alegaram à equipe da coluna que o que será feito não é uma “apuração paralela” e sim uma checagem da totalização por amostragem — o que, sim, poderia ser feito por qualquer entidade ou qualquer pessoa.
O principal ponto em negociação entre militares e o TSE envolve não os BUs, mas as mudanças no Teste de Integridade, uma das principais etapas de auditoria do processo eleitoral brasileiro.
Os militares querem que a testagem seja feita em ao menos 27 capitais com o uso da biometria de eleitores no próprio dia da eleição em seções eleitorais.
Hoje o teste de integridade é feito sem o uso da biometria, mas os militares insistem no procedimento para reproduzir o teste nas condições mais similares à votação real.
Moraes tem sinalizado que vai analisar a escala possível para implantar o projeto-piloto, e a última conversa sobre esse assunto estava prevista para ocorrer na terça. Os militares tem urgência em resolver esse assunto, até porque faltam 20 dias para a eleição. Quanto mais demora, portanto, menor a chance de haver qualquer acordo entre os militares do governo e Alexandre de Moraes.
Malu Gaspar (O Globo)/montedo.com
Respostas de 17
Imagina receber, duas vezes na semana, ofícios pedindo questões ilegais e inconstitucionais sobre urnas e processo de votação. Uma hora, até o mais cordato cidadão explode. Acho que estão fomentando um deslize do judiciário eleitoral, mas duvido que o TSE caia nessa baboseira. Ministério da Defesa reconheça seu lugar no executivo e pare de mandar bilhetinhos para o TSE, cuide das FFAA que é seu dever. Sinto vergonha disso tudo em meu seio familiar e de amigos e colegas.
Sua “família” (se é que possui) e todos nós temos vergonha é de vc maximus mamadus.
Que sujeito chato, Jesus!
mais chato e insuportável impossível
Você não deve ter família para fazer um comentário desconstrutivo deste. Vá estudar, o conhecimento liberta, inclusive ao debate. Se fizesse um comentário desse na caserna não lhe prenderia por se dirigir de modo desrespeitoso, mas por lhe faltar moral e ética.
cabo toxina, vc bebe cachaça
Seu Causidico maximus toxina,
Qual é teu problema? Qual é tua obra?
Sente-se rejeitado?
Auncie-se!
Quem sabe ainda dá tempo de consertar.
Ou seria concertar?
toxina, vc bebe cachaça
🤔
Olhem para os vizinhos Argentinos e entenderão a preocupação dos brasileiros com o comunismo abrindo a porta da frente e pedindo para entrar.
Olha para mídia só esperando para dar continuidade a roubalheira e por aí vai.
Há!….com um comunista alcoólatra de futuro chefe de estado.
Submissão. Vai dar nada.
“ TRAMOIA“ . Quanta maquinação ! Nunca achei que O EXÉRCITO BRASILEIRO se permitiria tal conduta ou obedeceriam ordens ,de quem seja, tão imprópria, que o rebaixa perante o povo brasileira como uma instituição de estado numa condição rasteira manipulada para interesse de quem e qual poder das sombras.
Não resta nenhuma dúvida ,quando passar essa tempestade, terá cobrança.
Sou voluntário a ficar em pé de galo em uma seção eleitoral nas eleições de outubro de 2022.
Obs : Com recursos próprios.
Um elefante incomoda muita gente…
Verde e amarelo incomoda muita gente
Verde, Azul e branco incomodam muito mais…
É só prestar atenção quem, o que e onde.
Muito vergonhoso ver o Ministério da Defesa e o Exército Brasileiro, o melhor Exército do Brasil, se prestar a esse tipo de ataque em favor de um candidato. O Exército em eleições anteriores sempre se reservou ao transporte de urnas e segurança em locais de difícil acesso e com histórico problemático. Agora se prestar a esse serviço de porta voz e ferrenho defensor de candidato, é um verdadeiro absurdo.
É que vc deve ser morador e nativo de território controlado por milicias ou narcotráfico onde a policia e o Estado estão proibidos de entrar e onde os 3 poderes estão nas mãos dos chefes. Então vc não sabe mais o que é Soberania Nacional depois de muitos anos de doutrinação.
“Tenha vergonha na cara, puxa-saco…”.
Hahahana 😂😂😂
Ninguém tem paciência com o minion Boca de sabão e seu primo, o cabo maximus mamadus.
Tem vergonha não.
Toda família do boca de sabão é 💋 de sabão.
Há Há Há Há Há Há Há Há Há
Eles foram em 8 ônibus do Ceará ao Rio pra verem o ‘mito’.
E o motorista, o cabo cearense maximus mamadus (mamado).
Três dias na estrada meu amigo. Rsssssss
Os bocas de sabão são fortes.
Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há