Grau de polarização política foi uma das justificativas das Forças Armadas para evitar conversas com presidenciáveis
Felipe Frazão
BRASÍLIA — A 24 dias das eleições, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não conseguiu sucesso na ofensiva de abrir canais de diálogo com a cúpula das Forças Armadas. Desde o início do ano passado, interlocutores do candidato do PT ao Palácio do Planalto tentaram se aproximar de oficiais-generais influentes na caserna. A intenção foi barrada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição.
A orientação no Exército é que qualquer contato político ou solicitação de candidatos sejam direcionados para avaliação do ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, que é subordinado direto de Bolsonaro. O presidente sempre teve as Forças Armadas como base eleitoral e já deu demonstrações de que não aprova contatos de integrantes do governo com a oposição.
No auge da pandemia de covid-19, Bolsonaro desautorizou o Ministério da Saúde a negociar diretamente com a gestão do tucano João Doria no governo de São Paulo, quando a vacina Coronavac estava na fase de desenvolvimento. Mais tarde, o governo acabou comprando vacinas, mas, enquanto pôde, o presidente retardou as tratativas com o governo do adversário político. O episódio ficou explícito quando o então ministro da Saúde Eduardo Pazuello disse: “É simples assim: um manda e o outro obedece”.
Na eleição de 2018, o comando do Exército havia aberto as portas para receber candidatos à Presidência. O atual comandante da Força, general Marco Antônio Freire Gomes, interrompeu o precedente e deixou de receber presidenciáveis. O grau de polarização política foi uma das justificativas dos militares para evitar conversas. O comandante preferiu se isolar de assuntos eleitorais e passar longe de exposição perante o Planalto e a opinião pública.
O Estadão apurou que o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB), candidato a vice na chapa de Lula, tentou conversar com a cúpula do Exército, mas ouviu que as portas estavam fechadas. Oficialmente, o Comando do Exército negou qualquer abordagem.
Alckmin era uma das apostas da aliança lulista para a função de interlocutor com as Forças Armadas. Também desempenharam esse papel os ex-ministros da Defesa Nelson Jobim, Celso Amorim e Jaques Wagner. Outra ponte passou a ser o general da reserva Marco Edson Gonçalves Dias, ex-chefe da segurança pessoal de Lula. O general trabalha mais na equipe de proteção de Lula. Contatos interpessoais informais costumam ocorrer.
Apoiadores de Lula ouvidos reservadamente disseram que a atitude do comandante-geral é compreensível e não há qualquer obrigação de receber candidatos. Sustentaram que, “como há um conflito muito forte, uma polarização”, pode ser conveniente que o ex-presidente não seja recebido.
Para um ex-ministro da Defesa, o comandante sinaliza que o Exército não quer se envolver em nada e vai continuar na sua função constitucional. Os interlocutores do petista preferem não levar em consideração o fato de as Forças Armadas terem atuado fortemente na pressão ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com envio de questionamentos ao processo eletrônico de votação.
Como aparentemente a questão da segurança das urnas estaria já equacionada a partir de negociações com o presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, não haveria motivo para acreditar que os militares terão postura contrária ao candidato que sair vencedor na disputa.
Após a tentativa frustrada de diálogo com a cúpula militar, segundo um conselheiro de Lula, o petista desistiu. A palavra de ordem é tratar as Forças Armadas como parte da “burocracia do Estado”, em vez de dar protagonismo político. O assunto não está mais na ordem do dia da campanha petista. Lula considera ter um legado de “previsibilidade” na relação com a caserna.
ESTADÃO/montedo.com
Respostas de 21
Quem se junta aos porcos, farelo comem.
Sujeito investigado por corrupção disputando eleição para presidente, essa candidatura nem deveria existir.
É bem o retrato daquela historinha lúdica “O velho, a criança e o burro” atribuída a Esopo. Em cada parada uma narrativa para ludibriar as convicções. Uma hora os militares devem ficar distantes da politica, em outra hora querem o diálogo a aproximação. E ainda têm a hipocrisia e a canalhice do desprezo como demonstração de poder: A palavra de ordem é tratar as Forças Armadas como parte da “burocracia do Estado”, em vez de dar protagonismo político.
“ NOTÍCIAS DO FRONT “ “ Informação x contrainformação “ . Em 02 out 22 haverá um combate final . Fontes de informações revelam derrota já estimada de força de situação. Imprevisibilidade ,segundo mesma fonte , que as armas se deporão e a paz seja celebrada.
Depois que vi milhões de pessoas se manifestando a favor de Bolsonaro no dia 7 de setembro, eu vou dizer o quê ? Caramba, só um idiota completo ou um imbecil por excelência é que seriam capazes de acreditar que o Asqueroso LADRAVAZ Reptiliano de nove dedos ainda tem alguma chance. Acordem, Reis do mi mi mi, é Bolsonaro até 2026.
Obviamente em um comício de bolsonaro, só haverá apoiadores dele, e é óbvio que o PR tem milhões de apoiadores.
Bolsonaro reeleito no 1° turno!
É nas redes sociais ou na rua Bolsonaro sempre com milhares de seguidires.
Data povo não mente.
Mas é lógico generais são oportunistas se tiveram um mínimo de aproximação poderiam comprometer a boquinha com o JB, se voltasemos no tempo o mesmo aconteceu com Jair Bolsonaro levava de ombros dos oficiais e até mesmo era impedido de adentrar em recintos militares, mas os tempos são outros, em resumo são todos hipócritas
Bolsonaro fala muito em 4 linhas da CF, se nem o RDE ele conhece ou jogou nas 4 linhas deste regulamento, não sei quem é mais abostado ele ou esses seus lambedores militares políticos ,principalmente Generais, gente sem Moral.
Ora, Lula sempre está desancando as FFAA, e a topos os militares chamando-os de milicos, milícia e outros epítetos desabonbadores, agora quer aproximação com eles? Chama o presidente, que é o chefe supremo das FFAA, de miliciano,genocida, incopetente, racista, nazista, fascista e homofóbico… Em suma, Lula não tem o mínimo respeito com os militares e já demonstou isso em várias ocasiões, é só pesquisarn no YouTuber e ver. É óbvio que se ganhar as eleições(não deveria nem estar concorrendo, pois é ficha suja)os militares a quem ele deprecia lhe prestarão as honras devidas. Por questão de ofício.
Mas encerro dizendo que há ainda miliatres de alto coturno que lhe babam os ovos, bem como praças. Deve ser carma!
A foto deve ser do além, pois está ainda o finado José Alencar.
A atualidade da imagem dá total credibilidade do tema.