TSE decide nesta quarta como será a atuação das Forças Armadas durante as eleições no RJ

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Em julho, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ), o desembargador Elton Leme, disse que a convocação se justifica pelo clima tenso nas relações políticas e a presença do tráfico e das milícias no estado. O pedido de reforço foi feito para os 92 municípios do RJ.

Pedro Figueiredo, RJ2
Os magistrados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vão decidir nesta quarta-feira (31) como será a atuação das Forças Armadas na segurança pública do Rio de Janeiro durante as eleições. Essa é a quinta vez que o estado pede o reforço dos militares para o período eleitoral.
Em maio, o governador Cláudio Castro (PL) encaminhou um ofício ao presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ), o desembargador Elton Leme, pedindo a ajuda das Forças Armadas.
No texto, Castro afirma que o Governo do Rio de Janeiro demonstra interesse em contar com a colaboração federal, agindo em conjunto com as forças de segurança do estado, garantindo a integridade do processo eleitoral.
O pedido de reforço feito tem como objetivo aumentar a segurança nos 92 municípios do estado. O TRE fez a solicitação do efetivo militar ao Tribunal Superior Eleitoral, que tratará do assunto em plenário nesta quarta.
O colegiado deve definir qual será o tamanho do reforço e como será a atuação das Forças Armadas no Rio de Janeiro.

‘Clima tenso nas relações políticas’, disse presidente do TRE
Em julho, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) já havia confirmado que iria convocar as Forças Armadas para reforçar a segurança do estado durante as eleições desse ano.
O desembargador Elton Leme, em entrevista ao O Globo, disse que a convocação dos militares se justifica pelo clima mais tenso nas relações políticas e pela presença do tráfico e das milícias em várias regiões do Rio de Janeiro.
O presidente do tribunal acredita que a presença das Forças Armadas poderá coibir atos de violência política durante as eleições de outubro.
Segundo o presidente do TRE-RJ, a coordenação dos trabalhos de segurança no Rio de Janeiro durante as eleições será feita no Gabinete Extraordinário de Segurança Institucional (Gaesi), espaço criado pelo tribunal. Na mesma entrevista, Elton Leme disse que a estratégia de segurança será de “tolerância zero a qualquer forma de violência”.
Além dos militares do exército, o grupo de trabalho contará ainda com agentes da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Penal e Guarda Municipal.
O objetivo é estabelecer prioridades dentro do território do estado para que cada uma das forças de segurança possa atuar. A ideia é que todos os envolvidos trabalhem juntos e coordenados para proteger cada uma das zonas eleitorais do estado.
g1/montedo.coj

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