Em reunião, Paulo Sérgio Nogueira insistirá para Corte Eleitoral analisar propostas de militares para urnas eletrônicas
Jussara Soares e Mariana Muniz — Brasília
Uma semana após tomar posse como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Alexandre de Moraes receberá nesta terça-feira o ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira. A 40 dias da eleição, o encontro é simbólico, já que Nogueira vem pressionando a Corte a acolher sugestões feitas pelas Forças Armadas para implementar mudanças nos padrões de testagem das urnas eletrônicas. O movimento gerou rusgas entre as duas instituições.
Será a primeira visita do ministro da Defesa à Corte após as polêmicas. Desde que Nogueira deu início às investidas, o tribunal já informou que todos os pleitos dos militares “foram devidamente analisados e considerados” e que parte deles seria atendido. Não há registro de fraudes nas eleições brasileiras desde que as urnas passaram a ser utilizadas.
O TSE divulgou a reunião entre Moraes e Nogueira como uma “visita de cortesia”. Pelo lado dos militares, porém, ela é vista como uma oportunidade para o ministro da Defesa tentar convencer o presidente da Corte Eleitoral a acatar as sugestões, que, na avaliação da caserna, poderia aprimorar o processo de votação. Desde que assumiu a presidência da República, sem jamais ter apresentado provas, Jair Bolsonaro questiona a confiabilidade das urnas eletrônicas.
O GLOBO apurou que o general tem tratado a agenda com Moraes como uma “reunião de trabalho.” Na conversa, Nogueira pretende voltar a solicitar uma reunião entre técnicos militares e os do TSE. Apesar da proximidade da votação em primeiro turno, integrantes das Forças Armadas insistem que ainda é possível incorporar as propostas de testagem antes do pleito deste ano, marcado para o dia 2 de outubro.
No encontro, Nogueira também deverá tratar da Operação de Garantia de Votação e Apuração. Como acontece em todos os anos eleitorais, no último dia 12, foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) uma autorização para as Forças Armadas atuarem mais uma vez no apoio logístico e no transporte de urnas eletrônicas, pessoas e materiais para os locais de votação. Tradicionalmente, os militares também podem ser acionados para manter a ordem pública em localidades em que precise de reforço da segurança. Cabe ao TSE indicar os municípios onde são o apoio é necessário.
Interlocutores do TSE ouvidos pelo GLOBO afirmam que a conversa deverá ocorrer em privado, sem a presença de assessores ou auxiliares. Nesta segunda-feira, ao receber o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), Moraes também esteve dispensou ao acompanhamento de integrantes de sua equipe.
Embates e armistício
Nogueira irá ao TSE depois de o próprio Bolsonaro ter acenado com uma trégua. Na semana passada, o presidente foi à cerimônia de posse de Moraes no comando do tribunal. Na ocasião, ouviu o magistrado fazer a defesa do processo eleitoral, da democracia e do combate às fake news. O titular do Palácio do Planalto, assim como seus ministros presentes ao evento, não aplaudiram as declarações. Bolsonaro, porém, não proferiu críticas às falas, como já ocorreu em outras ocasiões.
As Forças Armadas foram convidadas em 2021 pelo ex-presidente da Corte Eleitoral, ministro Luís Roberto Barroso, a integrar o Comitê de Transparência das Eleições (CTE). Isso ocorreu diante da insistência do presidente da República Jair Bolsonaro questionar, sem provas, a confiabilidade das urnas eletrônicas, usadas há mais de 20 anos nas eleições do país sem qualquer caso de fraude comprovado.
As rusgas entre Defesa e TSE começaram na Comissão de Transparência das Eleições, grupo formado por especialistas para analisar as questões relacionadas à segurança do sistema eleitoral. A partir de então, em mais de uma ocasião, Nogueira enviou ofícios aos TSE em que defendeu teses bolsonaristas que põem em dúvida a segurança do sistema eleitoral brasileiro, embora jamais tenha havido fraudes nas eleições brasileiras desde que as urnas passaram a ser utilizadas.
No início deste mês, o TSE decidiu excluir do grupo de fiscalização do código-fonte das urnas o coronel do Exército Ricardo Sant’Anna por ter divulgado nas redes sociais fake news sobre as urnas eletrônicas. Recém-empossado presidente do tribunal, Alexandre de Moraes marcou a reunião com Nogueira na tentativa de distensionar o ambiente a dois meses das eleições.
O Globo/montedo.com
Respostas de 8
Pé na porta e ser impositivo, terá eleições limpas é auditaveis. São bandidos da mais alta periculosidade.
Todos ganhando acima do teto e brigando em público para acharmos que não são farinha do mesmo saco.
TEATRO DAS TESOURAS.
Coitado de quem acredita nessa briga entre executivo, legislativo e judiciário.
Esses caras almoçam juntos e riem da gente.
Obs: aí bobões, enquanto tem Gen ganhando 1 milhão por ser amigo do rei, vcs tem que:
-falar 2 idiomas
-ter vivência
-fazer curso
-correr acima da média
-atirar bem no tat sem treinar
Etc etc etc
Para terem um aumento de 1500 reais rrsrrsrs.
Por fim, não seria melhor gastar esse tempo cuidando na família e investindo em qualquer coisa para tirar esses 1500.
Vender amendoim no sinal deve dar 1500 por mês e não tem a humilhação de babar um cara com a metade da idade de vcs por conta do conceito.
Pensem nisso…
Nossa, Vc deve viver na mais alta corte né ? Deve ganhar sem trabalhar, sem fazer curso, sem se preparar… Vc deve ser o típico O CARA.
Fala sério cidadão, vai procurar uma trouxa de roupa pra Vc lavar.
“…Por fim, não seria melhor gastar esse tempo cuidando na família e investindo em qualquer coisa para tirar esses 1500…” concordo plenamente nobre. Quem é contra claramente é um verdadeiro babão, pensa na “CARREIRA” e esquece o principal, a família.
O STF deveria redigir as leis ou ensinar como fazer……
AÇÃO RESCISÓRIA 2.884(230)
ORIGEM : 2884 – SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES
REVISOR : MIN. NUNES MARQUES
na ADI 5.163, Rel. Min. LUIZ FUX, DJ e de 18/05/2015,
no qual se afirmou que “a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar dos
Estados, do Distrito Federal e dos Territórios, conquanto instituições públicas,
pressupõem o ingresso na carreira por meio de concurso público (CRFB/88,
art. 37, II), ressalvadas as funções administrativas para trabalhos voluntários
(Lei nº 10.029/2000), restando inconstitucional qualquer outra forma
divergente de provimento.
Nem se diga que esse entendimento não se aplica aos militares
ao argumento de que esta categoria possui uma única carreira. Essa CORTE
já firmou entendimento no sentido de que “a categoria funcional dos policiais
militares é subdividida em duas carreiras distintas, a dos praças policiais
militares e a dos oficiais policiais militares, nos termos do art. 8º do Decreto-
Lei nº 667/69, sendo a primeira composta pelas graduações de Soldado,
Cabo, 3º a 1º Sargento e Subtenente, e a segunda pelos postos de 2º e 1º
Tenente, Capitão, Major, Tenente Coronel e Coronel” (ADI 4441, Rel. Min.
DIAS TOFFOLI, Plenário, DJe de 07/10/2014.
Importante o registro, ainda, de que eventual violação ao disposto
na Lei 4.453/1962 não poderia sequer ser objeto de análise do acórdão
rescindendo, posto que eventual afronta à norma se daria de forma
meramente reflexa, não podendo ser objeto do apelo extremo. Além disso, por
razões lógicas, o mencionado artigo 13, § 2º, da Lei 4.453/1962,
supostamente violado, se mostra incompatível com a Constituição Federal de
1988 e, portanto, por ela não recepcionado, ao menos segundo a
interpretação conferida pelo autor. Esse argumento, aliás foi explicitado no
acórdão do Tribunal Estadual, por sua vez mantido pelo acórdão rescindendo.
Publique-se.
Brasília, 24 de setembro de 2021.
Ministro Alexandre de Moraes
O cabra é amigo do vice do luladrão, manda prender apoiadores do bolsonaro sem crime algum e vai contar os votos?
Alguns heróis da democracia possuem capas. 👏👏👏👏
Parece o senhor das trevas com esse manto negro, kkk.