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Foto: Arlette Bashizi/Reuters

Kinshasa (RDCongo) – A ONU denunciou um novo ataque realizado na quinta-feira com bombas incendiárias artesanais contra uma base da Monusco, a sua missão na República Democrática do Congo (RDCongo), na cidade de Beni. Segundo o porta-voz Farhan Haq, a organização está preocupada com a participação de milicianos mai-mai nas recentes manifestações contra os “capacetes azuis” em vários pontos do país. Ele reconheceu que a situação “é tensa e frágil” e lamentou que “os manifestantes continuem a atacar as bases das forças de paz da ONU, embora em menor grau do que nos dias anteriores”.
O porta-voz adjunto confirmou que “num acampamento em Uvira, os manifestantes atravessaram brevemente o perímetro e danificaram alguns veículos”, enquanto em Beni “atiraram bombas explosivas artesanais na base de Boikene”. “Uma tentativa de invadir o complexo de Madiba foi impedida”, adiantou.

Foto: Reuters

Na terça-feira (26) um ataque contra uma base da Monusco em Butembo resultou na morte de um ‘capacete azul’ e de dois polícias da missão, o que pode configurar crime de guerra.
A Monusco está implantada no nordeste da RDCongo há mais de 20 anos, na tentativa de fortalecer a paz no país, apesar da presença de cerca de 130 grupos armados que disputam o controlo dos vastos recursos naturais existentes, designadamente cobre, cobalto, ouro e diamantes.
A missão da ONU conta atualmente com mais de 14.000 “capacetes azuis” e é comandada pelo general brasileiro Marcos de Sá Affonso da Costa.


Com informações de Impala News

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