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O desembargador Elton Leme afirma que as Forças Armadas irão coibir qualquer violência causada por “tensão política” no Rio de Janeiro

Bruna Lima
O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, desembargador Elton Leme, decidiu convocar as Forças Armadas para auxiliar na proteção do processo eleitoral no estado, mas afirma, categoricamente, que os militares terão espaço “dentro do limite constitucional”.
À coluna, Leme disse que as Forças Armadas irão atuar para prevenir e repreender qualquer tipo de crime causado pela violência urbana ou pela tensão política provocada pelo cenário de ódio e pelos ataques de Jair Bolsonaro e seus apoiadores contra o sistema eleitoral.
“Nós vamos trabalhar de forma integrada, com reuniões periódicas, compartilhando informações e uniformizando ações. A convocação foi oficializada agora, mas já vínhamos conversando sobre o apoio das Forças Armadas nas eleições há um tempo. Pedimos o apoio federal ao Tribunal Superior Eleitoral, com a concordância do governo estadual, para prevenir e punir qualquer tipo de crime contra a liberdade das eleições”, disse o desembargador.
O cenário de interferência das Forças Armadas no sistema eleitoral não é uma preocupação para Leme, que vê as declarações de Jair Bolsonaro e do ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, como “ações políticas”.
“Temos que separar as manifestações de militares que estão em cargos políticos daqueles que estão em cargos técnicos. Quem ocupa cargo de comando em áreas técnicas está focado em fazer sua missão constitucional e comprovar a lisura das urnas”, afirmou o presidente do TRE-RJ, ignorando as notas técnicas enviadas pela Defesa descredibilizando a Justiça Eleitoral e as urnas eletrônicas.
É a primeira vez, depois de quatro vezes que as Forças Armadas foram convocadas para auxiliar na proteção das eleições no Rio de Janeiro, que “tensão e polaridade política” são a razão para a participação dos militares.
Diante do cenário, o TRE-RJ aprovou, na tarde de quinta-feira (28/7), a criação do Gabinete Extraordinário de Segurança Institucional, para definir diretrizes da atuação das Forças Armadas nas eleições.
O grupo conta com a participação de representantes do Comando Militar do Leste, do Ministério Público estadual, da Procuradoria Regional Eleitoral, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), da Polícia Militar, da Polícia Federal e da Polícia Civil. A primeira reunião ocorreu nesta sexta-feira (28/7).
GUILHERME AMADO(METRÓPOLES)/montedo.com

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