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Coronel Edno Martins se recusou a dizer se já presenciou comportamento suspeito do presidente da Caixa, investigado por assédio sexual

Eduardo Barretto
Um coronel da reserva do Exército está na lista dos auxiliares de Pedro Guimarães, ex-presidente da Caixa investigado por assédio sexual, que foram afastados do banco. O coronel Edno Martins da Silva Leão se recusou nesta segunda-feira (4/7) a responder se havia presenciado alguma atitude suspeita do chefe.
“Foi uma saída que eu já esperava, entendeu? Não tem problema nenhum”, disse o militar à coluna. Questionado se já havia visto algum comportamento suspeito do então presidente da Caixa, denunciado por assédio sexual por funcionárias da estatal, o coronel não respondeu.
“Não vou te falar nada por telefone nem pessoalmente. O que está acontecendo é uma exploração midiática fora do normal”, disse Edno Martins, encerrando a conversa. O militar passou à reserva do Exército em 2013. Em 2019, no início do governo Bolsonaro, despachou na Secretaria de Assuntos Estratégicos, no Palácio do Planalto.
Na segunda-feira (4/7), a nova presidente da Caixa, Daniella Marques, disse em entrevista à GloboNews ter afastado ao menos seis pessoas ligadas a Pedro Guimarães, a exemplo de cinco consultores e a chefe de gabinete, sem detalhar os nomes. Marques tomará posse no comando do banco nesta terça-feira (5/7). “Inaceitável que haja indício de assédio sexual”, afirmou.
Na semana passada, a coluna de Rodrigo Rangel mostrou que cinco funcionárias denunciaram o então presidente da Caixa, Pedro Guimarães, por assédio sexual. O Ministério Público Federal, o Tribunal de Contas da União e o
Ministério Público do Trabalho abriram investigações sobre o caso.
Guilherme Amado(METRÓPOLES)/montedo.com

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