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Atualização: 3 de jul, às 08:27
Publicação original: 1 de jul, às 17:44

Patrícia Coutinho compartilhou nas redes sociais as torturas e agressões que sofreu por três anos do marido, o tenente Gean Franque da Silva

Daniele Dutra
Rio de Janeiro- Uma mulher compartilhou em sua rede social a violência física e psicológica que sofreu pelo marido, o oficial do Exército Gean Franque da Silva, de 41 anos. Agredida por mais de três anos em casa, em São Gonçalo, região Metropolitana do Rio, a vítima passou a gravar os momentos da violência.
Em uma publicação onde mostra o rosto machucado, a comerciante Patrícia Coutinho, de 45 anos, desabafa.
“O homem que eu honrei, amei e cheguei a dizer aqui mesmo ser o homem da minha vida, que coloquei dentro da minha casa, foi o mesmo que durante mais de três anos me agrediu fisica e psicologicamente, frequentemente. Mas posso afirmar para vocês que de todos os socos, tapas, nenhuma das agressões físicas me machucavam mais do que as agressões psicológicas que eu era submetida diariamente. Os motivos? Ciúmes. Ciúmes do nada”, disse a vítima.
De acordo com o G1, a comerciante conheceu o oficial do exército numa roda de samba em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Em 2019, foram morar juntos na casa dela e decidiram casar em 2020.
Segundo a vítima, as primeiras agressões foram verbais e psicológicas, e em seguida, as físicas. Patrícia passou a temer pela própria vida quando decidiu registrar a violência com um celular escondido.
“Não adianta correr para o banheiro, não. Eu vou quebrar a porta do banheiro. Aí você vai chamar a Polícia Militar. Eu vou quebrar a porta do banheiro hoje, com tudo dentro. Aí acaba de vez o casamento”, diz o marido em uma das gravações.
“No início, eu acreditava que ele pudesse mudar, tentava dialogar, pedia para ele procurar um tratamento, fazer uma terapia. Quando eu percebi que ele não queria se tratar, não queria mudar, que ele não ia mudar, eu pensei: eu preciso fazer alguma coisa para provar o que ele faz comigo e também porque eu posso morrer. Eu botei uma câmera de celular, com muito medo, para filmar e filmei”, disse a vítima ao G1.
A decisão de chamar a polícia aconteceu no dia 13 de junho, após o Dia dos Namorados. Ela conta que o oficial do exército queria que ela postasse uma foto com ele. Após se negar, as agressões começaram e se estenderam até o dia seguinte.
Ela chamou a polícia, mas antes de os agentes chegarem, Gean fugiu. Patrícia registrou as agressões na Delegacia da Mulher de São Gonçalo, onde passou por exame de corpo de delito.
METRÓPOLES/montedo.com

Veja o vídeo de uma das agressões sofridas por Patricia. Atenção, imagens fortes:


Nota do editor: o tenente em questão é Oficial Técnico Temporário.
PS: é bom “dar um Google” antes de sair despejando ressentimentos a esmo. Paz e Bem.

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