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Renato Couto de Mendonça foi baleado, e o corpo, levado em uma van da Marinha até o Rio Guandu

Renato Couto de Mendonça, perito morto após discussão — Foto: Reprodução

Por Felipe Freire, Jefferson Monteiro, Leslie Leitão e Nicolás Satriano, TV Globo e g1 Rio
Um papiloscopiosta do Instituto de Identificação Félix Pacheco, órgão vinculado à Polícia Civil do RJ, foi morto na última sexta-feira (13) por três militares da Marinha após uma discussão em um ferro-velho na Zona Norte do Rio. Segundo as investigações, o trio usou um veículo oficial da Força para ocultar o corpo do perito. Um sargento se entregou no 1º Distrito Naval e confessou o crime.
Renato Couto de Mendonça era esperado para um plantão no Félix Pacheco neste sábado (14), mas não apareceu. A polícia foi acionada.
Equipes da Delegacia de Homicídios, da 18ª DP (Praça da Bandeira) e do Félix Pacheco rastrearam o celular de Renato e descobriram, então, que o perito teve uma briga com Lourival Ferreira de Lima, dono do ferro-velho, na Mangueira.
O papiloscopista teria ido reclamar sobre materiais furtados de uma obra dele, na Praça da Bandeira, e supostamente receptados por Lourival. Houve bate-boca.

Lourival e Bruno, pai e filho, donos de um ferro-velho na Mangueira — Foto: Reprodução

O crime
Segundo as investigações, Lourival chamou o filho, o sargento da Marinha Bruno Santos de Lima. Bruno ligou para um colega e lhe pediu para trazer uma van da Marinha.
Já no ferro-velho, houve uma luta corporal com Renato, e Bruno acabou atirando no perito. Renato foi atingido na perna e na barriga e foi colocado na van.
Bruno, o cabo Daris Fidelis Motta e o terceiro-sargento Manoel Vitor Silva Soares — todos parceiros da Força —, levaram Renato até a Baixada Fluminense e jogaram o corpo no Rio Guandu.
Até a última atualização desta reportagem, o corpo ainda não tinha sido localizado. Desde a noite de sábado, policiais e bombeiros concentravam as buscas na ponte do Arco Metropolitano sobre o Guandu, em Japeri.
Lourival, Bruno, Daris e Manoel foram presos.

Perito colhe amostra de sangue em ponte do Arco Metropolitano sobre o Guandu — Foto: Reprodução

O que diz a Marinha
A Marinha do Brasil (MB) informou que tomou conhecimento, na noite de sábado (14/05), sobre uma ocorrência, com vítima, envolvendo militares da ativa do Comando do 1º Distrito Naval, objeto de inquérito policial no âmbito da Justiça comum. “Os militares envolvidos foram presos em flagrante pela polícia e responderão pelos seus atos perante a Justiça”, disse.
“A MB lamenta o ocorrido, se solidariza com os familiares da vítima e reitera seu firme repúdio a condutas e atos ilegais que atentem contra a vida, a honra e os princípios militares.”
“A MB reforça, ainda, que não tolera tal comportamento, que está colaborando com os órgãos responsáveis pela investigação e informa que abriu um inquérito policial militar para apurar as circunstâncias da ocorrência”, emendou.
g1/montedo.com

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