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Apuração já mostrou que armas foram levadas enquanto soldados feridos eram socorridos

Talita Catie
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O Inquérito Policial Militar do Exército já aponta quem são os suspeitos de terem furtado dois fuzis dos soldados que sofreram um acidente de trânsito a caminho de um treinamento em Blumenau no mês passado. A informação foi obtida com exclusividade pela reportagem do Santa e indica que há mais de uma pessoa envolvida no crime.
A investigação mostra que os ladrões pegaram as armas enquanto os soldados feridos eram atendidos. Naquela manhã do dia 16 de março, uma verdadeira força-tarefa com bombeiros de Blumenau e região precisou ser mobilizada para atender os 38 feridos e resgatar as três pessoas mortas. O trabalho só encerrou à tarde.
A área foi isolada logo após o caminhão cair em uma ribanceira na Rua Belmiro Colzani, no Progresso, e por dias ninguém pôde acessar a região, com exceção dos moradores. Agora o inquérito precisa esclarecer como essas pessoas chegaram até o armamento sem serem percebidas.
Quando o veículo despencou estava em comboio com mais cinco automóveis do Exército. […]
Ao término do inquérito, que está sob responsabilidade do Exército, os autos serão enviados ao Ministério Público Militar, que oferecerá ou não denúncia aos indiciados, informou a corporação.
Os dois fuzis 7,62 já foram localizados.
Uma das armas, com carregador, foi encontrada em Araquari, cidade próxima de Joinville, com um homem de 32 anos que tem passagens criminais por esconder 40 pistolas no tanque de um carro no Rio de Janeiro. Ele é o único que a polícia informou ter prendido por causa do furto do material do Exército. A outra arma foi localizada no último fim de semana em um terreno baldio em Curitiba e ninguém foi preso.
O Exército contou com o apoio da Polícia Militar de Santa Catarina e Polícia Civil do Paraná para recuperar o armamento.

Qual a pena para quem furtou?
O crime deve ser julgado com base no Código Penal Militar, que prevê até seis anos de prisão para o crime de furto simples. São dois anos a mais do que o previsto no Código Penal Brasileiro. Caso os suspeitos sejam condenados e precisem cumprir a pena em regime fechado, isso deve ser feito em uma unidade prisional comum, como a de Blumenau.
nsc total/montedo.com

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