Escolha uma Página

JENIFFER GULARTE
O Exército enviou ao Tribunal Superior Eleitoral um conjunto de propostas com sugestões de aperfeiçoamento do sistema eletrônico de votação. O material repassado à corte nesta quinta-feira, 24, foi elaborado pela equipe do general Heber Garcia Portella (foto), à frente do Comando de Defesa Cibernética. A unidade é composta por 70 auditores e militares especialistas em tecnologia da informação. Portella integra a Comissão de Transparência das Eleições, criada em setembro do ano passado pela corte.
Em fevereiro, o TSE esclareceu 80 dúvidas levantadas pelo Exército. Após o vazamento de parte das perguntas, divulgou todas as respostas em um documento de 700 páginas. Interlocutores das Forças Armadas afirmam que as explicações da corte foram satisfatórias e que as recomendações elaboradas agora visam ao “aperfeiçoamento do sistema para minimizar eventuais possibilidades de falhas de segurança”. Segundo integrantes da cúpula do Exército, “são sugestões para tornar o sistema mais seguro e confiável”.
Esse material, elaborado a partir das respostas do TSE, foi escrito com cuidado e revisado à exaustão, de acordo com militares. “Não vamos dar brecha para juízo de valor das propostas. Escolhemos cada palavra”, afirma um general. O material é de acesso restrito e será analisado pelo TSE.
A avaliação é de que, a depender da interpretação das sugestões, o Exército poderá entrar em um jogo de “perde-perde”, especialmente se o material for usado na tentativa de deslegitimar o trabalho do TSE – como fez Bolsonaro em fevereiro, ao citar os questionamentos feitos pelo Exército para semear desconfiança sobre o sistema eleitoral.
Crusoé/montedo.com

Skip to content