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Informação foi publicada nesta terça (15/3) pelo jornal The New York Times. Engenheiro naval e sua esposa foram presos em outubro de 2021
Governo delatou casal de espiões dos segredos nucleares da Marinha dos EUA

Redação Notícias
O governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) foi o responsável por delatar o engenheiro nuclear da Marinha dos Estados Unidos e a esposa que tentavam vender ao Brasil alguns dos segredos militares mais bem guardados dos norte-americanos: a tecnologia por trás dos reatores nucleares que alimentam a frota de submarinos do país.
Jonathan Toebbe, de 42 anos, e a mulher, Diana, de 45, foram presos no estado americano de West Virginia em outubro do ano passado, anunciou o Departamento de Justiça dos EUA, e se declararam culpados em fevereiro deste ano.
Segundo o jornal The New York Times, o casal tentou vender os dados de um projeto de submarino nuclear para alguém que eles acreditavam ser o representante do Brasil. No entanto, eles foram enganados por um agende disfarçado do FBI (a polícia federal americana) que se fez passar por oficial brasileiro, desde o final de 2020, para ganhar confiança do casal.
Ainda segundo o jornal, o agente do FBI foi contatado por uma autoridade brasileira após o Brasil ter sido procurado por Toebbe, em abril de 2020. Ou seja, os agentes brasileiros procuraram oficialmente os federais norte-americanos.
Foi aí que o plano começou. O agente do FBI convenceu Toebbe a levar documentos em um local escolhido pelos investigadores. Segundo o jornal, o engenheiro nuclear ainda ofereceu assistência técnica ao programa de submarinos nucleares do Brasil, usando informações confidenciais que ele havia aprendido durante anos trabalhando para a Marinha dos Estados Unidos.
Moradores de Annapolis, em Maryland, ambos foram presos em outubro e acusados de espionagem. O engenheiro pode pegar até 17 anos e meio de prisão. Já sua esposa, até três. O casal teria feito um acordo para compartilhar informações secretas em troca de cerca de US$ 100 mil (cerca de R$ 550 mil) em criptomoedas.

A queda dos espiões norte-americanos
Segundo o New York Times, o engenheiro parecia acreditar que tentar vender as informações para adversários americanos como Rússia ou China era, moralmente, uma ponte longe demais, de acordo com mensagens de texto divulgadas no tribunal.
Em vez disso, os dois pensaram em um país rico o suficiente para comprar os segredos, não hostil aos Estados Unidos e, mais importante, cada vez mais ansioso para adquirir a mesma tecnologia que eles estavam vendendo: o Brasil.
A identidade da nação abordada pelos Toebbes permaneceu até agora protegida por promotores federais e outros funcionários do governo. Mas, de acordo com um alto funcionário brasileiro e outras pessoas informadas sobre a investigação, Toebbe abordou o Brasil há quase dois anos com uma oferta de milhares de páginas de documentos confidenciais sobre reatores nucleares que ele havia roubado do US Navy Yard em Washington durante ao longo de vários anos.
Apesar disso, o Brasil continua lutando com seu programa de reator nuclear submarino e se aproximou da Rússia para buscar uma parceria no projeto do reator nuclear, disse um oficial militar russo ao New York Times.
No mês passado, apenas uma semana antes de a Rússia invadir a Ucrânia, o presidente Jair Bolsonaro até trouxe a tecnologia durante uma viagem a Moscou. Segundo o jornal, analistas no Brasil acreditam que Bolsonaro, um ex-capitão do exército, espera em parte manter a porta aberta para uma parceria na tecnologia de reatores nucleares.
Yahoo Notícias/montedo.com

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