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Paulo Sergio no comando da Defesa seria “ruim” para o Exército, já que ele tem pouco tempo no cargo, mas uma “mensagem política muito forte” do presidente.

Andréia Sadi
Em meio a estratégia de Bolsonaro de envolver as Forças Armadas em seu plano de ataque às instituições – principalmente às urnas – bolsonaristas veem como chave o comando do Ministério da Defesa e, também, o comando do Exército no ano eleitoral.
Como o blog mostrou nas últimas semanas, existe um projeto em curso, patrocinado por militares junto a Bolsonaro, para Braga Netto sair da Defesa e assumir a vice na chapa do presidente.
Se isso ocorrer, militares bolsonaristas têm defendido nos bastidores que o atual comandante do Exército, Paulo Sergio, assuma a Defesa e, para o seu lugar, Bolsonaro indique um general “mais linha dura”.
Para fontes do Exército ouvidas pelo blog, Paulo Sergio no comando da Defesa seria “ruim” para o Exército, já que ele tem pouco tempo no cargo, mas uma “mensagem política muito forte” do presidente.
A reportagem também questionou integrantes do Exército se existiria algum impedimento para essa indicação: “nenhum impedimento. A indicação é de livre provimento”.
Militares que relatam ao blog o plano afirmam que a vaga da Defesa está em disputa nos bastidores por diferentes autoridades. Entre eles, Augusto Heleno e Luiz Eduardo Ramos, ambos oriundos do Exército e, hoje, ministros do governo, além do almirante Garnier, da Marinha.
De uma forma ou de outro, o presidente tem se dedicado a montar um time militar como se fosse parte de sua equipe de campanha eleitoral, com foco total para garantir continuidade da gestão de Braga Netto à frente da Defesa: tumultuando a confiabilidade das urnas.
g1/montedo.com

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