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Ex-militar é indiciado por falsificação para venda e porte de armas
Polícia Federal trabalha no combate ao esquema de falsificação de documentos para venda e porte de armas no estado do Rio

RIO — Um ex-sargento do Exército é apontado como um dos articuladores do esquema de falsificação de documentos para venda de porte de armas no estado do Rio. A Polícia Federal teria chegado até Douglas de Amorim de Azevedo por uma testemunha abordada por ele. O ex-militar foi indiciado por falsificar documentos de caçador, atirador e colecionador (CACs) e por vender porte de armas exclusivo para militares, mostrou ontem o “Fantástico”, da TV Globo.
O esquema foi alvo, na quinta-feira, da Operação Confesso, que terminou com três presos e nove armas apreendidas.
O ex-militar se apresentava como sargento e despachante e usava a experiência na Diretoria de Produtos Controlados do Exército para falsificar e vender documentos para compra e registro de armas.
— Ele me ofereceu porte do CR (certificado de atirador esportivo), do Craf (certificado de registro de arma de fogo), do CAC, e ofereceu um documento, que cheguei a adquirir. A mesma assinatura do coronel que fez o meu original fez o falso, então pensei que era verdade — disse uma testemunha.
Segundo a polícia, Douglas e três lojas de armas em Mesquita e São João de Meriti atuavam juntos no esquema. As empresas entregavam as armas sem conferir os documentos nem exigir a guia de tráfego. E chegavam a guardar cópias dos papéis falsificados, inclusive com bilhetes deixados por compradores: “Tenho ciência que estou retirando arma sem guia de tráfego provisória”.
— Conheço muitos amigos que foram na loja e retiraram a arma com documento falso — disse a testemunha. O dono da loja tem que saber que é falso.
O ex-sargento do Exército nega as acusações.
O Globo/montedo.com

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