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Embarcação americana foi detectada pelos russos perto das ilhas Curilas, segundo Moscou; Washington nega incidente

O Globo e agências internacionais
MOSCOU — O Ministério da Defesa da Rússia informou em um comunicado que um navio antissubmarino russo forçou um submarino americano neste sábado a sair de águas territoriais russas no Pacífico, em meio à tensão entre os dois países pela situação na Ucrânia. Os EUA, no entanto, negaram que o incidente tenha ocorrido.
O contratorpedeiro “Marechal Shaposhnikov” teria detectado o submarino perto das Ilhas Curilas e intimou-o a “sair à superfície”, sem obter resposta. Os militares russos disseram neste sábado que usaram “meios apropriados” para fazer a embarcação americana deixar as águas russas no extremo leste depois que a embarcação ignorou um ultimato russo para sair, informou a agência de notícias Interfax.
O submarino foi detectado perto das ilhas Curilas do Pacífico enquanto a Rússia realizava exercícios navais, disseram os militares. As ilhas Curilas formam um arquipélago vulcânico de 56 ilhas que se estende entre a Península de Kamchatka, no extremo oriental da Rússia, até à ilha japonesa de Hokkaido.
Horas depois, as Forças Armadas americanas negaram que o EUA realizaram operações em águas territoriais russas no Pacífico.
“Não há verdade nas alegações russas de nossas operações em suas águas territoriais”, disse o porta-voz militar dos EUA, capitão Kyle Raines, em comunicado. “Não vou comentar sobre a localização precisa de nossos submarinos, mas voamos, navegamos e operamos com segurança em águas internacionais”.

Navios russos no Mar Negro
De acordo com o Ministério da Defesa russo, os navios que partiram para exercícios no Mar Negro neste sábado — incluindo fragatas e submarinos da Frota do Mar Negro, sediada na Crimeia — partiram das cidades portuárias de Sevastopol e Novorossiysk.
Eles se juntarão a outros navios russos, incluindo embarcações de desembarque anfíbio, que chegaram às águas próximas ao Sul da Ucrânia nas últimas semanas, muitos vindos de portos distantes usados por outras divisões da Marinha russa no Oceano Ártico e no Mar Báltico. No total, são mais de 140 navios, juntamente com mais de 60 aeronaves e cerca de 10 mil fuzileiros navais.
Os exercícios aumentaram os temores de que a Rússia e as forças apoiadas pela Rússia tenham cercado a Ucrânia em preparação para um possível ataque em larga escala. O ministério disse que os exercícios incluiriam “foguetes e artilharia” e “bombardeios aéreos em alvos marítimos, terrestres e aéreos”.
A Marinha da Ucrânia tem apenas uma fração o efetivo russo. Sua frota foi quase toda apreendida pela Rússia em 2014, quando anexou a Crimeia.
O Globo/montedo.com

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