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Vicente Nunes
Comandantes das Forças Armadas veem com preocupação a guerra declarada entre os generais Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), e Braga Netto, ministro da Defesa. Eles têm se digladiado nos bastidores pela vaga de vice do presidente Jair Bolsonaro na chapa de disputa à reeleição.
Para o alto comando das Forças, mesmo que Heleno e Braga Netto sejam descartados por Bolsonaro, que pode optar por um político na composição da chapa por mais quatro anos no Palácio do Planalto, a fissura entre os generais estará consolidada. Mostra falta de união entre os fardados e excesso de ego de ambos.
Na avaliação de militares de alta patente, não há mais espaço para um militar se juntar a Bolsonaro numa chapa presidencial. Eles acrescentam que, em 2018, a escolha do general Hamilton Mourão como vice do presidente foi um processo natural. Agora, é um erro associar o militarismo à política, sobretudo diante do fracasso do governo de Bolsonaro.
No que depender do alto comando das Forças Armadas, todo movimento será no sentido de defender, junto a interlocutores do presidente e ao Centrão, que a chapa na disputa pela à reeleição seja formada com um político. São eles que têm votos e, certamente, vão agregar mais apoio a Bolsonaro, que anda mal nas pesquisas.
“Não precisa ser nenhum especialista em política para ver que nem o general Heleno nem o general Braga têm votos. No momento atual, creio que mais atrapalham Bolsonaro do que ajudam, além de estimularem a politização das Forças Armadas, pois abrem brecha para o presidente insistir em levar a política para dentro dos quarteis”, diz um fardado.
CORREIO BRAZILIENSE- montedo.com

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