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Subtenente do Exército é preso acusado de matar idoso a pauladas em Bangu
Agressões aconteceram há uma semana. Militar, de 42 anos, foi encontrado em casa pela Polícia Civil

Rafael Nascimento de Souza
RIO — Policiais civis da 34ª DP (Bangu) prenderam na manhã deste domingo (30) um subtenente do Exército acusado de agredir a pauladas um idoso, de 60 anos, que era vizinho e confundiu o portão de casa com o do militar. De acordo com os investigadores, Joaquim Luiz Antunes Moço, estaria alcoolizado, e na madrugada do último dia 23, teria errado o endereço ao tentar entrar em casa. Ele então passou a bater e a gritar na casa do acusado. Irritado, [C.O.S.C.], de 42, saiu da residência e teria xingado a vítima, que continuou batendo no portão.
De acordo com os investigadores, o subtenente “pegou um porrete e começou a espancar o idoso por vários minutos até deixá-lo caído no chão da rua”. Segundo os investigadores, foram os vizinhos que viram as agressões e chamaram o Samu, que prestaram socorro e o levaram para o Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz.
Joaquim Luiz chegou a ficar internado durante cinco dias. No entanto, morreu na última sexta-feira (28). Em nota, a Secretaria municipal de Saúde confirmou que o idoso deu entrada na unidade com relato de agressão física. Durante a internação, o idoso “passou por duas tomografias de crânio e permaneceu em vigilância neurológica”. O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico-Legal (IML) para exames sobre a causa da morte.
De acordo com as investigações, [C.O.S.C.] está no Exército há mais de 20 anos e, atualmente, trabalha na parte administrativa do Hospital Central do Exército (HCE), em Benfica, na Zona Norte do Rio. [C.O.S.C.] foi encontrado pela Polícia Civil em casa, na Rua Hamilton Viana, e não resistiu. Ele foi preso após um mandado de prisão temporária ser expedido pelo plantão judiciário.
Na delegacia, o homem se recusou a prestar depoimento e disse que “só vai falar em juízo”. Pouco depois das 9h, ele foi levado por policiais do Exército para a Companhia de Comando da 1ª Divisão do Exército, antiga Polícia do Exército (PE) da Vila Militar, na Zona Oeste do Rio.
Segundo os investigadores, o militar responderá por lesão corporal seguida de morte. Ao EXTRA, por meio de nota, o Comando Militar do Leste (CML) diz que “permanece cooperando com as autoridades que conduzem a investigação para elucidação dos fatos” e que Clementino está à disposição da Justiça. O comunicado ainda destaca “que o Exército Brasileiro não compactua com qualquer tipo de conduta ilícita por parte de seus integrantes, repudiando veementemente atitudes e comportamentos em conflito com a lei, com os valores militares e/ou com a ética castrense”. A defesa do subtenente não foi localizada.
O Globo/Edição: montedo.com

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