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Fala do vice-presidente foi feita dias após divulgação de recorde no desmatamento na região. Conselho da Amazônia Legal vai se reunir amanhã

Flávia Said
Na véspera de mais uma reunião do Conselho Nacional da Amazônia Legal (CNAL), o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) defendeu que seja mantida pressão sobre operações militares na Amazônia que visam ajudar no combate às queimadas e desmatamentos ilegais. Adicionalmente, ele afirmou ser preciso avançar sobre aspectos como a regularização fundiária e o pagamento dos serviços ambientais.
A 7ª reunião do conselho, do qual Mourão é presidente, vai ocorrer nessa terça-feira (23/11), em Brasília. Na ocasião, os ministros deverão apresentar as ações realizadas por suas pastas ao longo do ano para cumprir o planejamento estratégico do conselho.
Questionado nesta segunda-feira (22/11) se será necessário algum ajuste de rota, Mourão disse:
“Não, tem que manter a pressão nas operações, mas também tem que avançar os outros aspectos. Senão, a gente não consegue resolver o problema. Então, tem que avançar a regularização fundiária, o pagamento dos serviços ambientais, se modo que o proprietário de terra lá ele entenda que tendo 80% da sua área preservada aquilo vai dar um recurso pra ele anualmente. E vai compensar muito mais do que ele estar na ilegalidade e desmatar”.

Operações militares
O governo federal empregou militares na Amazônia por meio da operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). O objetivo era que as Forças Armadas ajudassem o trabalho de agentes ambientais de frear o desmatamento, as queimadas ilegais e os crimes ambientais na região.
Inicialmente, a operação estava prevista para ocorrer de 28 de junho até 31 de agosto, mas o governo decidiu prorrogar a presença de tropas das Forças Armadas na Amazônia por mais 45 dias. Com o novo prazo, a operação foi encerrada em 15 de outubro.
Apesar da operação, dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite-Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgados na última quinta-feira (18/11), mostraram que o desmatamento na Amazônia nos 12 meses entre agosto de 2020 e julho de 2021 foi o maior para esse intervalo de tempo desde 2006.
O Inpe revelou que a Amazônia perdeu 13,235 mil km² de árvores no último ano. O Inpe é um órgão governamental, e desmente negativas de autoridades sobre controle e redução do problema.
METRÓPOLES/montedo.com

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