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Vice-presidente ficou irritado ao ser perguntado sobre possível interferência do governo nas questões do Enem deste ano

Mariana Costa
O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) se irritou, na manhã desta terça-feira (16/11), ao ser questionado por jornalistas sobre a fala do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano terá “a cara do governo“. A declaração do chefe do Executivo nacional foi criticada pela oposição, que interpretou o episódio como um sinal de possível interferência bolsonarista no certame.
Mourão mandou os jornalistas “baixarem a bolinha” ao ser questionado sobre as falas de Bolsonaro. O militar ainda saiu em defesa do presidente e afirmou que “nenhuma questão do Enem foi modificada“. Segundo o general, o chefe do Executivo havia manifestado apenas uma ideia.
“Espera aí, gente. Vamos baixar a bolinha, né? Pô, vocês conhecem o presidente. Ele tem uma maneira de se manifestar e eu não vou ficar aqui tecendo crítica ao presidente, sendo que eu sou vice dele. Eu já falei isso pra vocês várias vezes. Essa pergunta não cabe mais para mim, por favor”, disse Mourão, em tom de exaltação.
Durante declaração à imprensa, em Dubai, Bolsonaro afirmou que as questões do Enem não repetirão “absurdos” do passado, em referência a perguntas voltadas, segundo ele, para ideologias. Na ocasião, o mandatário disse ainda que, anteriormente, os temas de redação “não tinham nada a ver com nada”.
“Ninguém está preocupado com aquelas questões absurdas. No passado, caíam temas de redação que não tinham nada a ver com nada. Agora, há realmente algo voltado para o aprendizado”, disparou Bolsonaro.
Segundo o general, o governo não interferiu nem interferirá no exame.
“O presidente fez menção, simplesmente, a algo que é a ideia dele, pô, tem liberdade para isso. O Enem tá baseado num banco de dados que foi construído há muito tempo, as questões não tão variando. O governo não mexeu em nenhuma questão do Enem. As questão são feitas de acordo com a metodologia do Inep”, disse o general a jornalistas.
METRÓPOLES/montedo.com

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